sexta-feira, 18 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 228


SORTEIO DE UM PILOTO EFECTIVO DA BARRA DO DOURO PARA O PORTO DELEIXÕES E A APRESENTAÇÃO DE UM NOVO PILOTO PROVISÓRIO PARA A BARRA DO DOURO

A 17/11/1940 realizou-se na Coporação de Pilotos da Foz do Douro um sorteio para um piloto do Douro ir prestar serviço efectivo no porto de Leixões, a fim de tomar a vaga deixada pelo piloto Alfredo Pereira Franco, entretanto falecido. O piloto Mario Francisco da Madalema, foi o elemento sorteado.
Também naquela data apresentou-se ao piloto-mor Paulino Soares, o piloto provisório Manuel da Silva Pereira, um antigo motorista das lanchas de pilotos, que foi despachado pelo Diário d Governo, entrando na vaga deixada pelo falecido piloto Alfredo Pereira Franco. No dia seguinte acompanhou o piloto Joaquim Matias Alves na largada do vapor Norueguês BRAVO I, 78m/ 1.502tb, do armador A/S Bonheur, gestores Fred Olsen & Co., Oslo.


Fonte: José Fernandes Amaro Júnior; Sjohistorie
(continua)
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s)neste Blogue, o que muito se agradece.
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terça-feira, 15 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 227


O VAPOR SUECO "HANNAH" ENCALHA NO ENROCAMENTO DO QUEBRAMAR DO ESPORÃO DO PORTO DE LEIXÕES

O HANNAH transportando um carregamento de pranchas de madeira (timber), possivelmente no Báltico / foto de autor desconhecido /.

 A 23/10/1940, pelas 07h00, o vapor Sueco HANNAH que se encontrava ao largo, suspendeu e aproximar-se da costa, foi ao encontro da lancha P4, dos pilotos da Cantareira, que andava em serviço de pilotagem da navegação destinada ao rio Douro.
Como aquele vapor, que tinha chegado de madrugada procedente de Cardiff, com um carregamento de cerca de 1.400 toneladas de carvão para o porto de Leixões, o cabo-piloto Manuel de Oliveira Alegre, instruiu o capitão para se aproximar da entrada do porto de Leixões e aguardar a vinda da lancha P1, que lhe forneceria o respectivo piloto, o qual orientaria a entrada do seu vapor naquele porto.
O capitão do HANNAH assim procedeu, e conservando a bandeira G, pedindo piloto, e desconhecendo o enrocamento do quebra-mar do Esporão, que malgrado não estava assinalado, e que na ocasião parecia submerso, devido à maré alta, foi-se acercando demasiado dos molhes, sem que lhe aparecesse a lancha dos pilotos do porto de Leixões e sem prever o perigo, acabou por embater e encalhar no referido enrocamento, sem possibilidade de se safar, acabando por ser considerado perda total constructiva. O enrocamento pertencia ao então novo quebra-mar cuja construção estava paralisada, por abandono do respectivo empreiteiro estrangeiro, devido à situação de guerra.
Culpas do acidente foram imputadas aos pilotos de Leixões, por tardarem em abordar o HANNAH, mas segundo constava a atracação estaria para mais tarde.
A 17/11/1940, devido à forte ondulação originada por uma enorme tempestade que se abateu sobre a região Norte, o HANNAH, que permanecia encalhado, começou a ser desfeito pela agitação marítima, acabando por desaparecer por completo.

O HANNAH encalhado no enrocamento do esporão do porto de Leixões / foto de autor desconhecido /.

HANNAH – imo 1108756/ 76m/ 1.196tb/ 10nós; 08/1898 entregue pelo estaleiro Shearer, Kelvinhaugh, como ACHROITE a William Robertson Shipowners, Ltd, Glasgow; 29/01/1901 ACHROITE, em viagem de Lowestoft para Cardiff em lastro, devido a danos no hélice, foi rebocado pelo rebocador CLEVELAND e assistido pelo rebocador CHALLENGER à entrada do porto de Newhaven; 1930 HANNAH, G. H. Dahlgren, Suécia; 23/10/1940 naufragou por encalhe à entrada do porto de Leixões.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index; The Glasgow Herald.
(continua)
Rui Amaro

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 226

O ARRASTÃO "JOÃO CORTE REAL" DEMANDA O PORTO DE LEIXÕES PELA PRIMEIRA VEZ

 
 JOÃO CORTE REAL demanda o porto de Leixões em 1952 / Foto Mar /.

A 29/09/1941 vindo dos pesqueiros da Terra Nova e Groenlândia na sua primeira campanha, demandava pela primeira vez o porto de Leixões, sob a orientação do piloto José Fernandes Amaro Júnior, com carregamento completo de bacalhau salgado, o novo arrastão JOÃO CORTE REAL, que devido ao seu excessivo calado de água de 19 pés não lhe foi permitida a entrada na barra do Douro, pelo que teve de arribar ao porto de Leixões, ficando fundeado na Bacia, a fim de aguardar maré mais propicia, a fim de se fazer aquela barra.
JOÃO CORTE REAL – imo 5172327/ 71,1m/ 1.250tb/18.016 quintais de bacalhau salgado/ 12 nós; companha 80; 07/1941 entregue pela Companhia União Fabril (estaleiro da AGPL, Rocha), Lisboa, SNAB – Sociedade Nacional dos Armadores de Bacalhau, Lisboa: 1975 JOÃO CORTE REAL, Pascoal & Filhos, Lda, Lisboa; 1979 MARIA DE RAMOS PASCOAL, Pascoal & Filhos. Lda, Lisboa; 1987 ALPES II, Challenger II SA, Panamá; 12/06/1992 perdeu a hélice seguido de fogo e afundou-se a SE de St. Pierre et Miquelon. Companha salva. Gémeos: ÁLVARO MARTINS HOMEM, JOÃO ALVARES FAGUNDES (1), PEDRO DE BARCELOS.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

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SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 225


O DESVENTURADO NAVIO-MOTOR HOLANDÊS "SANTA LUCIA" NA BARRA DO DOURO

A 13/02/1940 demandava a barra do Douro em 11 pés de água, procedente de Anvers e Roterdão com carga diversa, o navio-motor Holandês SANTA LUCIA, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, que o foi amarrar no lugar do Guindaste Electrico.
O SANTA LUCIA que vinha consignado aos agentes da Linha Benelux/Portugal "Hammerstein's", a casa Garland, Laidley & Co., Ltd, da praça do Porto, escapara-se para a Inglaterra, como tantos outros navios Holandeses e Belgas, e ficou registado no Netherlands Shipping & Trading Committee, Londres, ficando sob gestão do armador John Kelly, Ltd, Londres.
SANTA LUCIA – Imo 5614817/ 48m/ 379tb/ 10nós; 04/1937 entregue por Royal Niestern Sanders, Delfzijl, a C. S. van Dijk, Groningen; 01/11/1940 naufragou por embate em mina ao largo de Pile Lightm, Belfast- O capitão armador e 3 marinheiros perecerem no desastre, contudo os restantes tripulantes foram resgatados por dois salva-vidas locais.
Fonte: José Fernandes Amaro Junior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

segunda-feira, 7 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 224


O NAVIO-MOTOR PORTUGUÊS "TAGUS" DEMANDA A BARRA DO DOURO PELA PRIMEIRA VEZ



A 21/05/1939, procedente de Lisboa demadava a barra do Douro pela primeira vez o navio-motor Português TAGUS, que veio substituir o Vapor IBO, entretanto vendido, transportando carga vinda de Moçambique e Angola nos navios de linha do seu armador, nomeadamente açucar, e baldeada em Lisboa. O TAGUS foi conduzido pelo piloto Manuel Pereira Franco,  que o foi amarrar à margem do lugar do cais da Ribeira.  
TAGUS – Imo 1165704/ 68,37m/ 1.107tb/ 10 nós; 04/1938 entregue por A. Vuijk & Zonen, Capelle a/d Ijssell, como THIXENDALE a Atkinson & Prickett, Ltd., Hull; 19/05/1939 TAGUS, Companhia Nacional de Navegação, Lisboa, tendo sido empregue no tráfego "feeder" costeiro de Portugal e do território de Moçambique; 10/03/1963 TAGUS, naufragou por encalhe seguido de explosão e incêndio a 15 mn a norte de Inhambane, Moçambique, pelo que foi considerado perda total constructiva, tendo havido três vítimas. Gémeo navio-motor Inglês COXWOLD construído pelo estaleiro Goole Shipbuilding & Co., Ltd, Goole, para o mesmo armador do THIXENDALE. Nos primeiros anos do pós-guerra, o COXWOLD foi um visitante regular aos portos de Lisboa e Douro/Leixões, no tráfego com os portos de Middlesborough e Hull.


Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index e Gooleships.
Imagem: Autor desconhecido.
(continua)
Rui Amaro

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domingo, 6 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 223


O NAVIO-MOTOR PORTUGUÊS "AFRICA OCIDENTAL" NA BARRA DO DOURO
 


 A 06/04/1939, procedente de Anvers, entrava na barra do Douro pela sua primeira vez, o navio-motor Português AFRICA OCIDENTAL, então recentemente construído e empregue no tráfego do Norte da Europa alternado com o de Cabo Verde e Guiné, transportando carga geral, na sua maioria ferro, conduzido pelo piloto Herminio Gonçalves Reis, que o foi amarrar no lugar do cais do Monchique, local usual de amarração dos navios da Sociedade Geral.
AFRICA OCIDENTAL – imo 5004063/ 71,3m/ 1.265,9m/ 11 nós; 13/01/1939 entregue pela Companhia União Fabril (estaleiro da Rocha - AGPL), Lisboa, à Sociedade Geral de Comércio, Industria e Transportes, Lisboa, para o seu tráfego de Cabo Verde e Guiné. Alguns anos mais tarde foi transferido para o tráfego "tramping" e o de Norte da Europa; 1971 ZOE, G. Notaras & Co., Pireu; 17/02/1979 chegava a Gadani Beach para demolição.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
Imagem: autor desconhecido.

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SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 222


O DESVENTURADO NAVIO-MOTOR HOLANDÊS "CELEBES" NA BARRA DO DOURO


A 09/01/1940 estava à barra do Douro o navio-motor Holandês CELEBES, tipo "schuyter" muito utilizado entre a década de 20 do século passado até aparecimento dos navios costeiros rio-mar "box-shape" na década de 70, tomado o piloto José Fernandes Amaro Júnior, demandou a barra em 12 pés de água, indo amarrar no lugar do cais do Monchique.
O CELEBES procedia de Roterdão e Anvers, com carga diversa, e consignado aos agentes da Linha Benelux/Portugal "Hammerstein's", a casa Garland, Laidley & Co., Ltd, da praça do Porto.


CELEBES - imo 5614681/ 50m/ 453tb/ 9 nós; 09/1937 entregue por E. J. Smit & Zoon Scheepswerven NV, Westerbroek, a Roelof Jan Kajuiter, Groningen; 1940 visto a ameaça da invasão Germanica sobre os Países-Baixos, o CELEBES escapou-se para a Inglaterra, como tantos outro navios Holandeses e Belgas, e ficou registado no Netherlands Shipping & Trading Committee, Londres, ficando sob gestão do armador John Kelly, Ltd, Londres; 30/03/1941 saido de Liverpool para Falmouth, deixou de comunicar com terra, pelo que desventuradamente foi dado como desaparecido, possivelmente afundado por um qualquer submarino Alemão.
Fontes; José Fernandes Amaro Júnior; Wrecksite, Miramar Ship Index.

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