quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 209

O PAQUETE "LOURENÇO MARQUES" ABALROOU O VAPOR "PÊRO DE ALENQUER" NO PORTO DE LEIXÕES
 
O paquete LOURENÇO MARQUES numa das suas escalas no porto do Funchal durante o Conflito Mundial de 1939/45

A 15/11/1938, quando o paquete Português LOURENÇO MARQUES sob condução do piloto Francisco Campos Evangelista manobrava para sair do porto de Leixões, inesperadamente descaiu sobre o vapor da mesma nacionalidade PERO DE ALENQUER que se encontrava fundeado em operações comerciais, acabando por o abalroar, sofrendo ambos danos ligeiros.
LOURENÇO MARQUES - imo 5602355/ 6.341gt/ 13kn/ 2 hélices; 23/09/1905 entregue por Blohm & Voss, com ADMIRAL à Hamburg Deutsch-Ost Afrika Linie, Hamburg, para a sua carreira de Africa; 08/1914 devido à 2ª Guerra Mundial foi internado no porto de Lourenço Marques; 23/12/1916 tomado pelo governo de Portugal e rebaptizado com LOURENÇO MARQUES, sendo inserido na frota da então recém-formada empresa Transportes Maritimos do Estado, Lisboa; 1925 LOURENÇO MARQUES, Companhia Nacional de Navegação, Lisboa, que o empregou no tráfego dos territórios Portugueses de Africa; 1950 BISCO 4, sucateiros British Iron Steel Corporation, Blyth; 21/07/1950 chegava a Faslane para deslamantemento em sucata.
PERO DE ALENQUER – 104,63m/ 2.592,93tb/ 11kn, foi construído e entregue em 1913 pelo estaleiro Alemão Aktien Ges. Neptun Schiffswert und Maschinenfabriek, Rostock, para o armador Dampfs. Ges. Argo, Bremen. Em 1916 quando se encontrava refugiado no rio Tejo, devido à situação de guerra, foi requisitado e consequentemente arrestado pelo governo de Portugal, juntamente com um grande número de vapores da mesma nacionalidade. Fez parte da então formada empresa estatal Transportes Marítimos do Estado (T.M.E,) sob o nome de COIMBRA. Em 1925, devido à falência daquela armadora, foi integrado na Marinha de Guerra Nacional com o nome de PERO DE ALENQUER, como navio de transporte militar, tendo feito vários cruzeiros a todas as possessões Portuguesas, desde Africa ao Extremo Oriente, além de visitar diversos portos estrangeiros. Em 1929 foi comprado pela Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, Ponta Delgada, tendo conservado o mesmo nome e foi colocado no serviço do norte da Europa, desde o porto de Ponta Delgada com escalas regulares pelos portos de Lisboa e Douro/Leixões. Com o eclodir da 2ª guerra mundial e devido à dificuldade de navegação na Europa, passou a escalar portos dos E.U.A. e Canadá. Em 1959 foi vendido ao sucateiro Dantas Leal, Lda., Lisboa, que o desmantelou para sucata no rio Tejo.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Lloyd's Register of Shipping; A. A. de Moraes.
Foto: autor desconhecido.
(continua)
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.
























domingo, 18 de dezembro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 208

O VAPOR PORTUGUÊS "PÁDUA" SOFRE INCIDENTE À ENTRADA DA BARRA DO DOURO


A 30/09/1938, pelas 15h30, quando o vapor Português PADUA cruzava de entrada a barra do Douro sofreu uma avaria no gualdrope do leme, que o fez desgovernar a bombordo, razão porque o piloto José Fernandes Amaro Júnior, de imediato mandou meter máquina à ré e largar os dois ferros, a fim de evitar o encalhe nas pedras da Ponta do Dente, não evitando que o vapor ficase atravessado ao rio. Meia hora depois a avaria foi colmatada, e o PÁDUA seguiu rio acima sem mais percalços, indo amarrar no quadro da Alfandega a dois ferros, cabos estabelecidos para terra, e ancorote pela popa.
Como é usual nestes casos, aos cais próximos acorreram muitos curiosos para presenciarem as manobras de ida ao canal e comentavam o inesperado incidente.
PÁDUA – 56,23m/ 664,96tb, 9,5nós, possuía um só mastro, cujos paus de carga serviam dois porões, tinha as superstruturas situadas à ré e fora entregue em 08/1925 pelo estaleiro Norddeutsche Union Werke A.G., Tonning, Alemanha, ao armador Sir Walter Steamship Co., Ltd. (Turner, Edwards & Co., Ltd. - gestores), Bristol, que o baptizou com o nome de TEECO e era um frequentador assíduo dos principais portos Portugueses. Em 11/1934 foi adquirido pela Empresa Marítima do Norte., Lda., Porto, na qual a Companhia Colonial de Navegação, Lisboa, possuía interesses, tendo sido registado de SANTO ANTÓNIO, tendo entrado a barra com esse nome, contudo de saída já ostentava o nome de PÁDUA, tendo sido colocado na linha do norte da Europa. Aqui no Douro/Leixões, o PÁDUA era mais identificado de "Corcunda", por ter o casario à ré.
A 27/10/1943, o vapor PÁDUA navegava em pleno Mediterrâneo, na sua 19ª viagem com destino a Marselha, fazendo a aproximação àquele porto, quando a 22 milhas, sem que nada o previsse, subitamente foi sentida uma enorme explosão à popa, que se supôs ter sido devida ao choque com alguma mina à deriva, dando origem ao seu afundamento.
De uma equipagem de 21 homens, seis homens pereceram no naufrágio, tendo os 17 sobreviventes sido salvos nas duas baleeiras do próprio vapor, os quais remaram na direcção do porto de Marselha, e mais tarde foram auxiliados pelo barco de pesca Francês LES QUATRE FRÉRES, cujo mestre os fez chegar ao pequeno porto pesqueiro de Sausset-les-Pins da “Cote d’Azur”, onde a população lhes prodigalizou toda a assistência. Os tripulantes foram depois conduzidos a Marselha, que distava 36km daquele centro piscatório, onde algum tempo mais tarde embarcaram no vapor Português LOBITO da Companhia Colonial de Navegação, que os trouxe para Lisboa.
Aquele vapor encontrava-se ao serviço da Cruz Vermelha Internacional no transporte de socorros, encomendas e correspondência para as vitimas e prisioneiros de guerra, juntamente com os vapores Portugueses AMBRIZ, COSTEIRO, TAGUS e ZÉ MANÉL. O primeiro realizara em Setembro de 1942, sem ter sofrido qualquer percalço, a sua 100ª viagem através do Mediterrâneo ao serviço daquela benemérita associação.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Crónica dos Navios da Marinha Portuguesa, (Anais do Club militar Naval), Cdt. Carlos Amorim; Lloyd´s Register of Shipping.
(continua)
Rui Amaro

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 207

ABALROAMENTO AO LARGO DE LEIXÕES ENTRE OS VAPORES "WILLEMSPLEIN" e "EVDOXIA"
 
WILLEMSPLEIN / autor desconhecido /.
A 18/08/1937, pelas 08h30, Rádio Costeira de Leixões recebeu uma mensagem transmitida de bordo do vapor Holandês WILLEMSTEIN, que comunicava, que devido ao denso nevoeiro na posição 41,03N/09,34W abalroara o vapor Grego EUDOXIA sofrendo avarias graves, e informando ainda que apesar das avarias sofridas seguia rumo do sul com destino ao porto de Lisboa, e que o EUDOXIA iria arribar pelos seus próprios meios ao porto de Leixões, onde, efectivamente entrou cerca das 16h15 assistido pelo rebocador VOUGA 1º e pela lancha salva-vidas CARVALHO ARAÚJO, sob orientação do piloto Alfredo Pereira Franco.
O EUDOXIA, que mostrava a roda de proa amolgada a meia altura e o ferro de estibordo cravado no costado sem poder ser utilizado, procedia do porto de Salónica com um carregamento de mineral e dirigia-se ao porto de Garston.
WILLEMSPLEIN – imo 129465/ 132,3m/ 5.507tb/ 10,5kn; 02/1910 entregue por Russel & Co., Port Glasgow, como VALDURA à Valdura Steamship Co., Ltd., Londres; 1927 MORUS, Arbur Shipping Co, Ltd.,Londres; 1929 WILLEMSPLEIN; NV Scheepvaart Mij. Millingen, Roterdão; 04/10/1942 naufragou em St. Mary's Bay, perto de Cape English, NS, quando em viagem de Sidney, NS, para Wabana, em lastro.
EVDOXIA – imo 5601291/ 79,9m/ 1.518tb/ 8kn; 05/1899 entregue por Neptun Werft AG, Rostock, como HANS á Nordeutscher Reederei H. Schuldt, Hamburg; 1922 DUBURG, Nordeutscher Reederei H. Schuldt, Hamburg; 1925 SOFIA THEODOROPOULOS, P. D. Theodoropoulos, Piraeus; 1937 EVDOXIA, Andreonicus Sigalas, Piraeus; 19/11/1937 naufragou ao largo de Cerigo, Greece.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Miramar Shjp Index
(continua)
Rui Amaro

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domingo, 11 de dezembro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 206

ADMISSÕES, PROMOÇÕES, TRANSFERÊNCIAS E APOSENTAÇÕES NA CORPORAÇÃO DE PILOTOS
 

12/06/1937 - Manuel Pereira Franco, da Foz do Douro, e Tito dos Santos Marnoto, de Ilhavo, admitidos a pilotos da barra
07/07/1937 - José Fernandes Tato, de Esmoriz, promovido a cabo de piloto.
08/07/1937 - Manuel de Oliveira Alegre, da Foz do Douro, e Francisco Campos Evangelista, de Fão, pilotos, foram substituir na estação de Leça da Palmeira, respectivamente os seus colegas José Fernandes Tato, que foi promovido a cabo de piloto, e o António Gonçaves dos Reis, da Foz do Douro, que regressa à estação da Foz do Douro.
19/07/1938 - Francisco Rodrigues Brandão, piloto-mor, passou à aposentação.
29/07/1937 - Alexandre Cardoso Meireles, cabo de piloto, passou à aposentação.
09/08/1937 - Jaime Martins da Silva Júnior, da Foz do Douro, admitido a piloto da barra.
14/08/1937 - Manuel de Oliveira Alegre, da Foz do Douro, promovido a cabo de Piloto.
16/08/1937 - Aristides Pereira Ramalheira, de Ilhavo, transferido para a estação de Leça da Palmeira.
06/08/1938 - Paulino Pereira Soares da Silva, pomovido a piloto-mor.
01/10/1938 - José Fernandes Tato, de Esmoriz, promovido a sota-piloto-mor.
14/11/1938 - Joel da Cunha Monteiro, de Paranhos, promovido a cabo de piloto.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior
(continua)
Rui Amaro

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 205

O NAVIO-MOTOR ALEMÃO "LATONA" SOFRE UM INCIDENTE À ENTRADA DA BARRA
 
 O LATONA na doca nº 1 do porto de Leixões, década de 50 / F. Cabral, Porto /.

A 29/11/1937, pelas 11h15, demandava a barra do Douro, já com os ferros descativados, para o que desse viesse, ou seja prontos a largar, o navio-motor Alemão LATONA, com o rebocador NEIVA pegado à proa, e ao alcançar o lugar da Pedra do Touro, frente á Estação de Socorros a Náufragos, devido às águas da serra, desgovernou perigosamente a bombordo, pelo que o piloto José Fernandes Amaro Júnior ordenou ao mestre do NEIVA, que puxasse para estibordo. Dado que essa manobra não estava a resultar, aquele prático mandou largar o ferro de estibordo, a fim de evitar o encalhe nas pedras, e para não surgir mais percalços, devido à forte corrente e ronhenta, o ferro foi deixado por mão, de seguida rumou rio acima, indo amarrar no lugar das Escadas da Alfândega, a um ferro e cabos estabelecidos para terra, com ancorote dos pilotos pela popa, lançado para o meio do rio.
LATONA – 76,15m/1.026tb; 06/1937 entregue pelo estaleiro Schiffsbau Ges. Unterweser AG, Wesermunde, à Dampfs. Ges. Neptun, Bremen; 1940 convertido pela “Kriegsmarine” em navio lazareto; 1941 NAUTIC, navio escola da “Kriegsmarine”; 08/05/1945 ancorado em Kiel; 1948 reentregue Dampfs. Ges. Neptun, Bremen; 1962 chegava a Lubeck para desmantelamento em sucata. Navios gémeos CERES, JASON, LUNA, MINOS, NAJADE, THALIA e URANUS.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Dampfs. Ges. Neptun, Bremen.
(continua)
Rui Amaro

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 204

O REBOCADOR DE PILOTAGEM "COMAMDANTE AFONSO DE CARVALHO" REALIZA O SEU PRIMEIRO SERVIÇO DE REBOCAGEM

 
O COMANDANTE AFONSO DE CARVALHO em experiências de máquina diante do estaleiro do Ouro, onde foi construído


A 19/03/1939 largou da bóia ao norte, seu ancoradouro na bacia do porto de Leixões, onde se encontrava desde 03/02/1939, com destino ao rio Douro, o novo rebocador de pilotagem COMANDANTE AFONSO DE CARVALHO, a fim de conduzir a fragata PORTUGAL para o porto de Leixões. Neste seu primeiro serviço de rebocagem local, que efectuou, foi capitaneado pelo cabo-piloto Joel da Cunha Monteiro, coadjuvado pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior e pelo seu mestre António Crista, ex patrão do salva-vidas CARVALHO ARAÚJO.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior
Imagem: Corporação de Pilotos
(continua)
Rui Amaro

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SAUDAÇÕES FESTIVAS


2011 / 2012
Catraia dos pilotos dos finais do século XIX que se empregava nas amarrações dos navios surtos no rio Douro, os quais largavam as suas amarras à proa, cabos estabelecidos para terra e ancorote da Corporação de Pilotos espiado pela popa. Note-se à proa um ancorote que após ser amarrado ou emanilhado a um cabo de arame era largado ao lançante para o meio do rio, a fim de segurar o navio de popa. Estas embarcações a remos tinham uma equipagem de dez a quinze homens eventuais / desenho de Rui Amaro /.  

 O PILOTO PRÁTICO DO DOURO E LEIXÕES


BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO


FELICES PASCUAS Y PROSPERO ANO NUEVO


JOYEUX NOEL ET MEILLEURS VOUEX DE NOUVEL ANNÉE


MERRY CHRISTMAS AND HAPPY NEW YEAR


EIN PROPER WEINACHTSFEST UND EIN GUT NEUE JAHR


AUGURI DI BUON NATALE ET FELICE ANNO NUOVO

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO