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sábado, 19 de abril de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOU-RO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 321
O ULTIMO EMBARQUE DO PILOTO JOSÉ FERNANDES AMARO JÚNIOR
O DA CAPO manobrando para entrar na doca nº 1 do porto de Leixões
25/09/1959, pelas 15h00, o piloto José Fernandes
Amaro Júnior, realizava o seu último embarque, conduzindo de saída do rio Douro
para Leixões, o navio-motor holandês DA CAPO, agenciado pela Casa Garland,
Laidley, do Porto, o qual estava atracado ao cais de Gaia e foi acostar â Doca
nº 1 – cais sul. O percurso foi feito desde a Cantareira até à entrada daquela
doca sob denso nevoeiro, e nesse dia a névoa não clareou, razão porque o
paquete inglês HILDEBRAND recusou a entrada em Leixões e foi encalhar na manhã
seguinte, junto do cabo Raso, quando rumava ao porto de Lisboa, também sob névoa
cerrada.
À data exercia a função de cabo-piloto interino,
mas devido á falta de pilotos em tempo de férias e em dia de bastante movimento marítimo,
o piloto-mor incumbiu-lhe aquele serviço.
Aliás já tinha feito a entrega da papelada para
a aposentação antecipada, porque já sentia um certo cansaço ao saltar para os
navios, sobretudo em dias de mar agitado, principalmente naqueles de maior
tonelagem, que demandavam o porto de Leixões. A 01/10 iniciava o seu mês de férias,
e a partir do último dia de férias, iria aguardar a inspecção médica e subsequentemente
a ordem de aposentação.
DA CAPO
– imo 5091652/ 61,9m/ 499tb/ 10nós; 08/12/1948 entregue por J. Pattje, Waterhuizen,
a F. v/d Laan, Groningen, l/t chartered to VNG6co’s, Roterdão; 1963 DOLORES,
Oldenburger & Braam, Delfzijl, l/t chartered to VNG6co’s, Roterdão; 01/1972
arrived Masnedo, Dinamarca, par desmantelamento.
Fontes: José Fernandes Amaro Junior, Miramar
Ship Index.
Imagem: F. Cabral, Porto
Rui Amaro
SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOU-RO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 320
CUMPRIU-SE O
ULTIMO DESEJO DE UM CAPITÃO DA MARINHA MERCANTE INGLESA COM O LANÇAMENTO DAS SUAS
CINZAS NA BARRA DO DOURO – 19/07/1957
O TEXTO SERÁ OPORTUNAMENTE POSTADO NESTE BLOGUE.
domingo, 5 de janeiro de 2014
SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOU-RO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 319
O NAVIO-MOTOR ESPANHOL “VIRGEN DE LA LUZ” SOFREU UM ACIDENTE QUANDO
FAZIA A APROXIMAÇÃO AO PORTO DE LEIXÕES
O VIRGEN DE LA LUZ junto da praia do Titan
06/07/1956
– O n/m Espanhol VIRGEN DE LA LUZ, que fazia a aproximação à entrada do porto
de Leixões de madrugada, com nevoeiro cerrado e alguma ondulação, ainda sem a
presença do piloto da barra, e acabou por embater contra a penedia por fora do
molhe Norte e abre água. Entretanto aproxima-se a lancha de pilotar que aborda
o VIRGEN DE LA LUZ para embarque do piloto da barra, que trata de colocar o
navio a salvo, conduzindo-o apressadamente para junto da praia do Titan, molhe
Norte, sobranceira ao porto de serviço, onde fica varado na areia, a fim de não
soçobrar.
A
12/07 depois das reparações provisórias, o VIRGEN DE LA LUZ seguiu para o porto
de Viana do Castelo, a fim de sofrer as reparações finais nos Estaleiros Navais
daquele porto do Alto Minho.
VIRGEN DE LA LUZ – imo 5381734/ 43m/ 400tb/ 07,5 nós; 01/1944 entregue
pela Union Naval de Levante, Valencia, como VIRGEN DEL PILAR a Vicent Ensenat,
Palma de Maiorca; 1945 VIRGEN DE LA LUZ, Vicent Ensenat, Palma de Maiorca; 14/04/1976
sofre um acidente na ria de Corcubion, quando em rota de San Esteban de Pravia
para Corcubion com um carregamento de carvão, tendo sido varado numa praia,
afim de não se afundar, onde mais tarde acabou por ser desmantelado para
sucata.
Fontes:
Jornal O Comercio do Porto, Miramar Ship Index.
Imagem:
F, Cabral, Porto.
(continua)
Rui Amaro
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 318
CHEIA NO RIO DOURO
O HUNDSECK aguentando uma cheia no rio Douro, lugar do cais do Monchique, Porto, em 04/1960 / foto Rui Amaro /.
A 21/03/1956 foi recebido um telegrama da
Régua, que na margem daquela localidade o nível das águas de cheia estavam de
manhã em 05m, e às 19h00 já subiram para 05,52m; a 22 pelas 18h00 as águas já
se encontravam a 06,30m com tendência para descer; a 23 voltaram a subir, pelo
que às 11h00 foram para 05,56m, e continuavam a subir de nível, pelo que às
15h00 já iam 07,50m e às 19h00 já andavam em 08,36m, e sempre com tendência a a
vir para cima. A 24 pelas 09h00 a escala marcava 12,45m, e às 14h00 baixavam
para 11,46m; a 25 desciam para 10,60m com tendência a baixar, e nos dias
seguintes foram descendo razoavelmente. Durante esse tempo haviam ventos
frescos com rajadas violentas de Sudoeste e Oeste com chuva intensa e bastante
mar. No Porto a Ribeira e Miragaia estiverem debaixo de água, assim como as
margens de V. N. de Gaia, e como assim o novo cais do Vinho do Porto (cais de
Gaia), ao qual estava atracado o n/m Alemão HUNDSECK, que se aguentou firme.
A 28, o piloto-mor, apesar de ainda haver impetuosidade
nas águas de cheia, e mar de andaço com alguns lisos, o piloto-mor José
Fernandes Tato, após consulta com os pilotos, decidiu abrir a barra á
navegação, e assim saiu o n/ m Alemão HUNDSECK, assessorado pelo piloto José
Fernandes Amaro Júnior, que disse que nunca conduzira navio algum com tanta
velocidade, porque o navio ao sabor da corrente e a meia força deixava de
governar, então ordenou força toda avante e lá cruzou a barra num liso de mar,
indo desembarcar para a lancha P10 junto do farol do Esporão de Leixões. Entrou
o vapor Norueguês GALATEA, que foi atracar ao cais do Terreiro, a dois ferros,
a fim de carregar sucata, e ainda o n/m Português CORUCHE, que foi amarrar
junto do lugar das escadas da Alfandega, a dois ferros, cabos estabelecidos
para terra e a ancorote dos pilotos ao lançante para sudoeste, ambos ficaram
com amarrações reforçadas, devido à previsão de nova cheia, pois na Régua o
nível das águas recomeçou a subir de nível.
Navios que suportaram a cheia, sem grandes
complicações, porque os pilotos trataram do reforço das suas amarrações: No
lugar da Carbonífera: Iates-motor MARIA CLOTILDE, TEÓFILO, SADINO, EDUARDO
XISTO, lanchão-motor GAVIÃO DOS MARES, e ainda as fragatas CANTANHEDE e
GIBRALTINA; lugar do cais do Cavaco: n/m SECIL GRANDE; lugar do cais das
Pedras, Massarelos: lugre-motor bacalhoeiro CONDESTÁVEL; quadro dos
bacalhoeiros, Massarelos: Lugre ANA MARIA, lugre-motor AVIZ, rebocador
MARIALVA, iate de recreio Alemão KARLENA, este não aguentou a força das águas e
acabou por submergir; quadro dos navios de guerra, Massarelos: NRP CORVINA.
Com a cheia, que os tripeiros apelidam de
“engenheiro da Régua”, a barra alargou imenso, estando agora as pedras
denominadas Fogamanadas e Perlongas, em pleno rio, pelo que há grande regozijo
nos mareantes e nos pilotos da barra, que agora podem conduzir as embarcações
mais confortavelmente.
Entretanto a 18/04/1956 nova cheia se
avizinhava, pois na Régua as águas já estavam a inundar as margens e a corrente
já vinha com bastante impetuosidade, pelo que nesse dia não houve movimento
marítimo na barra do Douro, contudo a 20 saiu o n/m Português SECIL com destino
a Setúbal, voltando a barra a ser encerrada.
HUNDSECK (3) – imo 5156828/ 57,2m/ 777tb/ 10
nós/ tripulantes 12/ passageiros 1; 11/1951 entregue por A.G. Weser Werk
Seebeck, Bremerhaven, como DIONE à Cie de Transports Cotmar SA, Puerto Cortez,
Honduras, gestores Cie de Transports Cotmar, Basileia; 1952 DIONE, Cie de
Transports Cotmar, Bremen; 1955 HUNDSECK, DDG Hansa, Bremen; 1967 BALTIQUE, Emeraude
Maritime SA, Nantes; 1969 BALTIQUE, Lybian Coast Shipping Line, Tripoli, Libia;
1975 KUMKALE, Ali Meraloglu, Istanbul; 1996 KUMKALE, Meraloglu Denizeilik ve
TLS, Istanbul; 2007 KUMKALE, Akas Denizeilik ve Turizm Sanayl TLS, Istanbul;
2008 KUMKALE, Necip Meraloglu ve Ortaklari, Istanbul; 2010 excluído do LR por dúvida
de existência. Navios-gémeos: DORIDE/ROSENECK (2); ACASTE/BRUNNECK (2).
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, DDG
Hansa, Bremen, Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 317
O NOVO NAVIO-MOTOR ALEMÃO “PORTO”
O n/m Alemão PORTO subindo o rio Douro, diante de Sobteiras / F. Cabral, Porto /.
10/05/1956 – O novo n/m Alemão PORTO demandou nesta
data, pela primeira vez o rio Douro, pelas 13h30, conduzido pelo piloto
Herminio Gonçalves dos Reis, indo amarrar no lugar do Ramos Pinto, margem de
Gaia, a dois ferros, cabos estabelecidos para terra, e ancorote dos Pilotos
pela popa, ao lançante para Noroeste.
PORTO – imo 5282902/
71,2m/ 1.372tab/ 12,5 nós/ 4 passageiros; 21/04/1956 entregue pelos estaleiros
Nobiskrug Werft, Rendsburg, à OPDR - Oldenburg Portugiesische
Dampfschiffs Rhederei, Hamburg, que o empregou na linha de Portugal; 1971 PORTO,
Souster Shipping Co., Ltd., Famagusta; 1972 PORTO, Souster Hellas Maritime,
Famagusta; 1973 SAMOS FAITH, Souster Hellas Maritime, Famagusta; 1974 SAMOS
FAITH, Dawn Shipping Enterprises, Ltd., Limassol; 1979 SAMOS FAITH, Nelapa
Shipping Co., Ltd., Limassol; 18/01/1980 naufragou durante a viagem de Ravenna
/ Dammam, devido a explosão seguida de incendio na casa das máquinas. Navios
gémeos: PASAJES, SEVILLA, SETÚBAL.
Visto a subir o rio Douro em 10/05/1956.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, OPDR.
(continua)
Rui Amaro
ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com
direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato.
a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a
sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á
VISTA
, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks
they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact
me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal
for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á
VISTA, which will be very much appreciated.
SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 316
O GRANDE PORTO SOB A AMEAÇA DE CICLONE
O salvadego PRAIA GRANDE em Amesterdão em 1969 / Autor desconhecido - foto transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada /.
22/03/1956 – Desde do dia 16 até 21 a região do
grande Porto tem estado sob a ameaça de uma enorme intempérie, com ventos de Sudoeste,
Oeste e Noroeste, rondando de momentos a momentos, e muita chuva.
O rio Douro estava a subir, ligeiramente de nível das
águas, estas já traziam alguma impetuosidade, sobretudo na barra, o que prejudicava
uma boa navegação. Durante aqueles dias e em algumas abertas do mau tempo e
mar, saíram a barra as seguintes embarcações: Salvadego Português PRAIA GRANDE
conduzindo o batelão COSTA NOVA, n/m bacalhoeiro VILA DO CONDE, n/m Inglês MERCIAN,
n/m Holandês WESTPOLDER, e entraram, já com alguma dificuldade os n/m Alemães
SONECK e HUNDSECK, que foram atracar ao cais do Vinho do Porto, Gaia.
Entretanto, devido ao mar na barra estar a vir para
cima, deixaram de entrar os seguintes navios: Holandês DA CAPO, e os Alemães
OLBERS e OLDENBURG, este em 19 pés de água, entrando os três em Leixões, onde
realizaram as suas operações comerciais na doca nº 1, e parece que acertaram,
porque no dia seguinte formou-se uma grande cheia, que reteve no rio Douro por alguns
dias SONECK e o HUNDSECK.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior.
(continua)
Rui Amaro
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a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a
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VISTA, o que muito se agradece.
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