domingo, 30 de junho de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 301

INCIDENTE Á ENTRADA DA BARRA DO DOURO COM IATE-MOTOR “TEÓFILO” – O NAVIO DOS QUATRO AFUNDAMENTOS


O TEOFILO demandando o porto de Leixões em  16.12.1966 / Rui Amaro/.


 O ALENTEJO 1º semiafundado no rio Douro em 02-1936 / Imprensa diária/.



 Os iates-motor TEÓFILO e BATA NOVO antes se irem rio abaixo para o mar, já desalvorados, suportando a grade cheia de 1961-62 /imprensa diária /.


 Os lanchões-motores TEOFILO,  já  semisubmerso, e o PRIMOS pela popa em 18-03-1969 /Rui Amaro /.


21/05/1953, cerca das 15h00, com alguma ondulação, demandava a barra do Douro em lastro, vindo de Leixões, onde estivera a descarregar sal, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, o iate-motor Português TEÓFILO, que quando estava junto da bóia da barra teve falha de máquina, e com a aragem de norte, começou a ir sobre o banco da barra, pelo que aquele piloto mandou içar a vela do traquete, e o sinal de bandeiras indicativo de avaria na máquina, e como o navio não se movia para dentro da barra, onde daria fundo à espera de rebocador ou da lancha de pilotos, aproveitando o vento que se fazia sentir, desandou para fora não impedindo que fosse sobre o banco, apesar da lancha P9 ter pegado à proa, felizmente a maré estava perto do preamar e o navio em lastro, e fez-se ao largo, pouco tempo depois apareceu o rebocador MERCÚRIO 2º, cujos serviços já não foram necessários, porque entretanto o motorista conseguiu por o motor a funcionar, e ferrando o pano lá entrou a barra sem mais percalços, indo dar fundo no lugar da Carbonífera  a fim de carregar carvão para a cimenteira de Alhandra.
TEÓFILO – iate-motor, 32,23m/ 116,91tb; 1919 entregue como iate mercantil ALENTEJO 1º por Sebastião Gonçalves Amaro, Figueira da Foz, a um armador que se ignora, que o empregou no tráfego de cabotagem; 02/1936 afundado no rio Douro, Ribeira, devido a cheia no rio; 1937 reconstruído; 193_ afundou-se no porto de Aveiro; 14/10/1951 TEÓFILO, António Carlos da Silva Reis, Porto; 01/1962, devido à forte corrente de cheia no rio, rebentaram-se as amarras, e abandonado pela tripulação e desalvorado foi rio abaixo, tendo sido resgatado fora da barra, e rebocado para o porto de Leixões. Passado um ano, foi-lhe retirado o mastro da mesena e o gurupés e convertido em lanchão-motor; 196_ afundado no rio Douro, Massarelos; 18/03/1969 afundado novamente no rio Douro, cais do Terreiro, devido a cheia do rio, e alguns dias mais tarde foi posto a flutuar. Após alguns anos em “laid up” parece ter sido vendido a interesses estrangeiros para posterior serviço.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Imprensa diária.
(continua)
Rui Amaro
  
ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 300

NAVIO-MOTOR ALEMÃO “MELILLA”


Navio-motor Alrmão MELILLA (3) / OPDR /.


A pouca distancia um dos outros mostram-se fundeados na margem de Gaia, junto à Avenida Diogo Leite, em 11/1953, da esquerda para a direita, os seguintes navios: Inglês DARINIAN, Inglês WOODLARK, Francês PONT AVEN e o Alemão MELILLA, e na Ribeira vê-se o rebocador MIRA da APDL. (gravura de O PRIMEIRO DE JANEIRO)

05/11/1953, cerca das 11h30, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, demandou a barra do Douro em 17 pés de calado, pela primeira vez o navio-motor Alemão MELILLA, procedente de Hamburgo, seu porto de registo, com carga diversa, consignado aos agentes Burmester & Cª, Lda, da praça do Porto, indo dar fundo a dois ferros, cabos estabelecidos para terra e ancorote dos pilotos ao lançante pelo noroeste, no lugar do Sandeman. Nesse mesmo dia entrou o navio-motor Francês PONT AVEN, imo 5381843/ 83m/ 1.320tb, que por falta de ancoradouro foi prolongar-se com o MELILLA.
MELILLA - imo 5231642/ 93,9m/ 1.706tb/ 14nós/ 12 passageiros; 11/11/1952 entregue pelo estaleiroLubecker Maschinenbau Ges. Lubeck, à Stettiner Dampfschiffs. Ges. D. J. F. Braeunlich KG, Lubeck, gestores. Oldenburg Portugiesische Dampfschiffs Rhederei, OPDR, Hamburg; 1971 MELILLA, Hercules Shipping Co., Ltd., Monrovia; 1973 MELILLA, Greek Sea Rover Shipping Co., SA, Piraeus; 1977 GIANNIS K, Greek Sea Rover Shipping Co., SA, Piraeus; 1979 GEORGIOS A, Sea Rover Shipping Co., SA, Piraeus; 1980 GEORGIOS A, Good Luck 1 Shipping Co, SA, Piraeus; 1981 desmantelado na Grécia.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; OPDR.
(continua)
Rui Amaro

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domingo, 9 de junho de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 299

A INAUGURAÇÃO DA NOVA LANCHA DE PILOTAGEM “P10”


A P10 ainda na Gafanha da Nazaré, preparado-se para encetar a viagem até à barra do Douro em 05/01/1953. Na foto que tem por fundo um típica bateira mercantel movendo-se à vara, parece-me distinguir o piloto Eduardo Melo e mais dois elementos da Corporação de Pilotos, que a conduziram na viagem até à Cantareira / autor desconhecido - colecçãp F. Cabral, Porto /. 


A P10, diante da Cantareira, com os convidados após o acto inaugural em 07/02/1953 / O Primeiro de Janeiro /.


A  P10 entre molhes do porto de Leixões / A Flama /.

A P10 saindo do porto de Leixões em dia de agitação marítima , 25/04/1955 / Pilotos /.


08/02/1953 - A Corporação de Pilotos da Barra do Douro e Porto Artificial de Leixões, com sede na Cantareira, Foz do Douro, inaugurou, ontem, uma nova lancha-motor destinada aos serviços de pilotagem construída nos estaleiros da Gafanha da Nazaré, tendo sido denominada de P10, e que foi ontem inaugurada.
A nova lancha de linhas elegantes e modernamente apetrechada para o fim a que se destina, oferece um mínimo de condições de navegabilidade, a fim de enfrentar a ondulação marítima, ficando a ser a mais moderna unidade em serviço no país, e a décima da Corporação.
A Corporação de Pilotos, querendo celebrar condignamente o acontecimento, que representa, incontestavelmente, um importante melhoramento dos serviços de pilotagem da barra do Douro e do porto de Leixões, convidou as autoridades marítimo-portuárias e a imprensa a assistirem ao acto inaugural que constituiu cerimónia singela, mas caracterizada por essa admirável camaradagem peculiar às festas de marinheiros.
Pelas 16 horas, no cais do Marégrafo, na Foz do Douro, embarcaram na nova lancha os srs. comandante Oscar de Carvalho, do conselho de Administração da APDL; capitão de fragata João Pais, chefe do Departamento Marítimo do Norte; capitão-tenente José Joaquim da Costa, comandante da Capitania do Porto de Leixões, e seu adjunto, 1º tenente Vieira Coelho; 1º tenente Sousa Pinto, comandante da vedeta NRP DOURADA; comandantes Moreira Pinto e Coutinho Lanhoso, adjuntos da Capitania do Douro; engenheiro naval João de Sousa Duarte; D. João Guilhomil, representante do fabricante do motor da nova lancha; Mário Francisco da Madalena e Joel da Cunha Monteiro, sotas-piloto do Douro e de Leixões, respectivamente, e outros funcionários das duas Capitanias e da Corporação de Pilotos, tomando o comando da nova lancha, o sr. José Fernandes Tato, piloto-mor, que com o seu espirito dinâmico e sempre dado à sua extrema dedicação e saber, tem sabido elevar o prestígio da Corporação de Pilotos, bem merecendo a consideração e a profunda estima que lhe dispensam os seus superiores hierárquicos, seus camaradas e os seus subordinados.
A nova lancha, seguiu rio abaixo, passou defronte da perigosa restinga do Cabedelo, que tantas e tão trágicas recordações evoca, e depois de breve incursão pelas águas revoltas do mar, apontou à barra do Douro, transpondo-a e subindo o rio até ao Ouro, regressando aos cais do Marégrafo.
Após o regresso foi servido um “Porto de Honra” numa das salas da Estação dos Pilotos, aos convidados acima mencionados, estando também presentes os membros das duas comissões administrativas da Corporação de Pilotos, que levaram a cabo a construção da nova lancha: srs. José Fernandes Tato, piloto-mor; Joel da Cunha Monteiro e Mário Francisco da Madalena, sotas-piloto; pilotos José Fernandes Amaro Júnior, Francisco Soares de Melo, Jaime Martins, Cristiano Melo Machado, Eduardo Melo, Aristides Ramalheira.
O sr. comandante João Pais manifestou a sua satisfação pelo progresso que a Corporação dos Pilotos vem demonstrando, dirigiu ao sr. piloto-mor palavras de louvor e saudou a imprensa.
Seguidamente falou o piloto-mor sr. José Fernandes Tato que agradeceu a comparência de todos os oficiais de marinha e convidados, brindando pela Marinha de Guerra.  
P10 – lancha de pilotagem, 14,75m/ boca 04,00m/ 22,94tb/ motor “Jastran” a óleos pesados, de 150hp/ 11nós: 26/12/1952 lançada à água nos estaleiros de Alberto Matos Mónica, Gafanha da Nazaré; 05/01/1953 entregue à Corporação de Pilotos. Na ampla e confortável casa do leme, dispõe ds mais moderna aparelhagem, incluindo sonda electrica auto-registadora e uma estação T.S.F. apta a manter permanente comunicação telefónica, não só com as duas estações de pilotos, e outras estações radionavais, como com quaisquer navios que pretendam, demandar a barra. Custou a nova piloteira, construída em madeira, a importância de oitocentos mil escudos; 1978 LONGAS, INPP – Instituto Nacional de Pilotagem de Portos; __/__/2___ LONGAS, APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões; 2011 ainda em serviço de reserva com o nome de LONGAS, e propriedade da APDL, autoridade portuária.
No Museu Marítimo de Ílhavo, julgo que ainda esteja em exposição um modelo fiel daquela lancha, executado pelo assalariado e pintor dos pilotos José Brandão, falecido o ano apassado, e que era um apaixonado por estas coisas, que também foi quem executou, a pedido do piloto-mor, o pré-desenho da mesma para a sua construção, e que juntamente com o carpinteiro dos pilotos José Ferreira, acompanharam a construção da P10 e se não estou em erro a escolha das madeiras, pois ambos, primitivamente foram experimentados profissionais da construção naval em madeira, o primeiro no Estaleiro da Parceria Marítima do Douro, Canidelo, V. N. de Gaia, e o segundo no estaleiro do Ouro, Lordelo do Ouro, Porto.
Segundo o José Brandão me disse um dia, a popa da lancha ficou um pouco estreitada, o que não correspondia ao seu pré-desenho, o que originava certa dificuldade de manobra.
Ainda tenho na memória a sua chegada ao Douro, ainda no dia da entrega, ao fim da tare, onde se soube que o gasóleo para o percurso entre a Gafanha da Nazaré e a Cantareira, acabou-se mesmo ao acostar às escadas do cais do Marégrafo, Pilotos, porque já perto de Lavadores, de bordo comunicaram desse facto ao piloto-mor, e ao seu encontro foi a lancha P9.
Fontes: jornais “O Comércio do Porto” e “O Primeiro de Janeiro”.
(continua)
Rui Amaro

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 298

O NAVIO –MOTOR INGLÊS “ARRAN MAIL” ENTRA EM LEIXÕES CAPITANEADO POR UMA SENHORA


O ARRAN MAIL demandando o porto de Leixões a 27/01/1952 / (c) Foto Mar, Leixões


Mrs. Doris Houillon, seu marido e alguns tripulantes / Jornal de Noticias /


A 27/01/1952 demandava o porto de Leixões arribado para bancas e abastecimento de víveres, o pequeno navio-motor Inglês ARRAN MAIL conduzido pelo piloto Manuel Pereira, que o foi ancorar a dois ferros ao norte, e que procedia das Ilhas do Canal e se destinava ao Mediterrâneo.
Nada de importante seria notícia, se o ARRAN MAIL não viesse comandado por uma senhora, o que era uma novidade naqueles anos, a capt. Mrs Doris Houillon, cujo marido fazia parte da tripulação.
 ARRAN MAIL – ID no. 4059/ Navio-motor de 2 hélices/ 30,38m/ 137tb/ 10 passageiros/ 12 nós: 07/1936 entregue por William Denny & Brothers, Dumbarton, a Caledonian Steam Packet Company para o trafego de carga, passageiros e correio, entre Ardrossan e Arran; 2ª guerra mundial serviu como “tender” em Gourock; 1951 a partir deste ano passou por vários armadores Ingleses; 1954 SAINT ERNEST, Allen Shipping, Ltd., Alderney, que o empregou no tráfego da fruta e tomate, a partir das ilhas do Canal; 19/01/1962 foi dado como desaparecido com todos os seus cinco tripulantes, devido a um intenso temporal.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Jornal de Noticias, Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

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SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 297

O PILOTO JOSÉ FERNANDES AMARO JÚNIOR ASSUME O CARGO DE CABO-PILOTO INTERINO


O piloto José Fernandes Amaro Júnior a bordo do navio-motor Alemão OLBERS, década de 50.


A 23/06/1951 o piloto Eurico Pereira Franco, o mais antigo da corporação, falecia após doença prolongada, pelo que a 01/07/1951, devido ao período de férias anuais do piloto-mor, sota-piloto-mor e cabo-piloto, o piloto José Fernandes Amaro Júnior, como sendo então, o piloto com mais anos de serviço, assumiu o cargp de cabo-piloto interino para os meses de Julho, Agosto e Setembro, regressando à sua função de piloto em 29/09/1951, continuando no período de férias dos anos seguintes até à sua aposentação em 1957.
O cabo-piloto tinha função de conduzir a lancha de pilotar, e distribuir o serviço de escala fora da barra pelos navios de entrada.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior
(continua)

Rui Amaro

quarta-feira, 29 de maio de 2013



D I V U L G A Ç Ã O


segunda-feira, 27 de maio de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 296

ACIDENTE NO RIO DOURO ENTRE O REBOCADOR “URANO” E O VAPOR ITALIANO “SIDEREA”



O rebocador URANO no rio Douro, década de 40 / colecção F. Cabral, Porto /


A 22/12/1951, quando vinha rio abaixo no lugar das 18 Braças, o rebocador URANO conduzindo a fragata JUPITER 2º, ambas embarcações pertença da firma A. J. Gonçalves de Moraes, do Porto, foi embater violentamente com o vapor Italiano SIDEREA, que vindo de Leixões, onde estivera arribado, aguardando melhores condições de mar para se fazer à barra do Douro, e que seguia rio acima, a fim de ir amarrar no lugar dos Vanzelleres, para descarregar um carregamento completo de aduelas vindos do porto Italiano de Civitavechia.
O SIDEREA não sofreu qualquer dano, contudo URANO, um rebocador construído em madeira, ficou com a proa muito danificada, e a fazer bastante água, assim como a fragata, que também sofreu alguns danos, pelo que o rebocador foi encalhar junto da prancha do frigorifico do Bacalhau, no lugar do Bicalho, para não se afundar, e a fragata foi levada e amarrada no lugar de Santo António do Vale da Piedade.
O acidente deu-se por ser ter partido o gualdrope do leme do rebocador URANO.
SIDEREA - imo 5263346/ 87,3m/ 1.413gt/ 11,5kn; 11/1919 entregue por Haarlemsche Scheepsbow Mij, Haarlem, como AMSTELTROOM à NV Hollandsche Stoomboot Mij., Amesterdão, embora tenha sido lançado á água como MERWEDE para P. A. Van ES & Co, Roterdão; 1934 EDDA, Eimeskipafelagjld h/f, Isaford; 1941 FJALFOSS, Eimeskipafelagjld h/f, Reyjkavik; 1946 FJALFOSS, H/F Eimeskipafelagjld Islands; Reykjavik; 1951 SIDEREA, Sargena Soc Armamento Gestione Nav SpA, Genoa; 1957 Ommalgora, M. A. Bakhashab, Jeddah; 1968 STAR OF TAIF, Orri Navigation Lines, Jeddah; 1969 abbandoned at Jeddah; 1978 scuttled off Jeddah.  
URANO  – 27,18m/ 109,63tb/ 9 nós; 1943 construido por Eduardo Soares Gomes, Vila Nova de Gaia, para A. J. Gonçalves de Moraes, Porto. Dados seguintes não encontrados.
Fontes: José Fernandes Amaro Junior/ Miramat Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

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