sexta-feira, 7 de junho de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 298

O NAVIO –MOTOR INGLÊS “ARRAN MAIL” ENTRA EM LEIXÕES CAPITANEADO POR UMA SENHORA


O ARRAN MAIL demandando o porto de Leixões a 27/01/1952 / (c) Foto Mar, Leixões


Mrs. Doris Houillon, seu marido e alguns tripulantes / Jornal de Noticias /


A 27/01/1952 demandava o porto de Leixões arribado para bancas e abastecimento de víveres, o pequeno navio-motor Inglês ARRAN MAIL conduzido pelo piloto Manuel Pereira, que o foi ancorar a dois ferros ao norte, e que procedia das Ilhas do Canal e se destinava ao Mediterrâneo.
Nada de importante seria notícia, se o ARRAN MAIL não viesse comandado por uma senhora, o que era uma novidade naqueles anos, a capt. Mrs Doris Houillon, cujo marido fazia parte da tripulação.
 ARRAN MAIL – ID no. 4059/ Navio-motor de 2 hélices/ 30,38m/ 137tb/ 10 passageiros/ 12 nós: 07/1936 entregue por William Denny & Brothers, Dumbarton, a Caledonian Steam Packet Company para o trafego de carga, passageiros e correio, entre Ardrossan e Arran; 2ª guerra mundial serviu como “tender” em Gourock; 1951 a partir deste ano passou por vários armadores Ingleses; 1954 SAINT ERNEST, Allen Shipping, Ltd., Alderney, que o empregou no tráfego da fruta e tomate, a partir das ilhas do Canal; 19/01/1962 foi dado como desaparecido com todos os seus cinco tripulantes, devido a um intenso temporal.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Jornal de Noticias, Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

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SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 297

O PILOTO JOSÉ FERNANDES AMARO JÚNIOR ASSUME O CARGO DE CABO-PILOTO INTERINO


O piloto José Fernandes Amaro Júnior a bordo do navio-motor Alemão OLBERS, década de 50.


A 23/06/1951 o piloto Eurico Pereira Franco, o mais antigo da corporação, falecia após doença prolongada, pelo que a 01/07/1951, devido ao período de férias anuais do piloto-mor, sota-piloto-mor e cabo-piloto, o piloto José Fernandes Amaro Júnior, como sendo então, o piloto com mais anos de serviço, assumiu o cargp de cabo-piloto interino para os meses de Julho, Agosto e Setembro, regressando à sua função de piloto em 29/09/1951, continuando no período de férias dos anos seguintes até à sua aposentação em 1957.
O cabo-piloto tinha função de conduzir a lancha de pilotar, e distribuir o serviço de escala fora da barra pelos navios de entrada.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior
(continua)

Rui Amaro

quarta-feira, 29 de maio de 2013



D I V U L G A Ç Ã O


segunda-feira, 27 de maio de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 296

ACIDENTE NO RIO DOURO ENTRE O REBOCADOR “URANO” E O VAPOR ITALIANO “SIDEREA”



O rebocador URANO no rio Douro, década de 40 / colecção F. Cabral, Porto /


A 22/12/1951, quando vinha rio abaixo no lugar das 18 Braças, o rebocador URANO conduzindo a fragata JUPITER 2º, ambas embarcações pertença da firma A. J. Gonçalves de Moraes, do Porto, foi embater violentamente com o vapor Italiano SIDEREA, que vindo de Leixões, onde estivera arribado, aguardando melhores condições de mar para se fazer à barra do Douro, e que seguia rio acima, a fim de ir amarrar no lugar dos Vanzelleres, para descarregar um carregamento completo de aduelas vindos do porto Italiano de Civitavechia.
O SIDEREA não sofreu qualquer dano, contudo URANO, um rebocador construído em madeira, ficou com a proa muito danificada, e a fazer bastante água, assim como a fragata, que também sofreu alguns danos, pelo que o rebocador foi encalhar junto da prancha do frigorifico do Bacalhau, no lugar do Bicalho, para não se afundar, e a fragata foi levada e amarrada no lugar de Santo António do Vale da Piedade.
O acidente deu-se por ser ter partido o gualdrope do leme do rebocador URANO.
SIDEREA - imo 5263346/ 87,3m/ 1.413gt/ 11,5kn; 11/1919 entregue por Haarlemsche Scheepsbow Mij, Haarlem, como AMSTELTROOM à NV Hollandsche Stoomboot Mij., Amesterdão, embora tenha sido lançado á água como MERWEDE para P. A. Van ES & Co, Roterdão; 1934 EDDA, Eimeskipafelagjld h/f, Isaford; 1941 FJALFOSS, Eimeskipafelagjld h/f, Reyjkavik; 1946 FJALFOSS, H/F Eimeskipafelagjld Islands; Reykjavik; 1951 SIDEREA, Sargena Soc Armamento Gestione Nav SpA, Genoa; 1957 Ommalgora, M. A. Bakhashab, Jeddah; 1968 STAR OF TAIF, Orri Navigation Lines, Jeddah; 1969 abbandoned at Jeddah; 1978 scuttled off Jeddah.  
URANO  – 27,18m/ 109,63tb/ 9 nós; 1943 construido por Eduardo Soares Gomes, Vila Nova de Gaia, para A. J. Gonçalves de Moraes, Porto. Dados seguintes não encontrados.
Fontes: José Fernandes Amaro Junior/ Miramat Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

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SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 295

MAU TEMPO SOB A CIDADE DO PORTO E ARREDORES E MUITO MAR NA COSTA

 
O SÃO GONÇALINHO demanda o porto de Leixões em 03/11/1951 /(C) Foto Mar - Lugar do Real


O MELOS demanda o porto de Leixões em finais de 1949 /(c) Foto Mar - Leixões /.



SERPA PINTO / desenho de Rui Amaro /.

A 03/11/1961, manhã cedo, entra no porto de Leixões, ainda com mar calmo, mas com os céus a ameaçar borrasca, o arrastão bacalhoeiro SÃO GONÇALINHO, de Aveiro, vindo dos pesqueiros da Terra Nova e Gronelândia, indo fundear ao norte.
Ao início da tarde fez-se à barra a traineira Espanhola ERIZANA, que vinha de arribada, tendo sofrido alguns danos devido à forte ondulação que entretanto surgiu, e também entrou o navio-motor Belga PRINCE DE LIÉGE, procedente de Anvers, que também sofreu danos.
Ainda de manhã, já com a vaga a aumentar de intensidade, demandara a barra do Douro, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, o iate-motor EDUARDO XISTO, procedente do Outão.
Nesse mesmo dia, já de noite, e com bastante mar, o paquete SERPA PINTO, deixava o porto de Leixões transportando passageiros e carga para o Brasil, dentre os quais um tio do autor, já por fora do farol do Esporão sofreu o embate de uma volta de mar descomunal, que lhe causou danos nas estruturas da proa e ferimentos em alguns tripulantes. Em face desse incidente esteve a pairar ao largo até a situação acalmar, prosseguindo a viagem para o porto de Lisboa sem mais percalços, levando a bordo o piloto Mário Francisco da Madalena para desembarcar naquele porto.
A 07/11/1951, o tempo e o mar acalmaram, e o arrastão bacalhoeiro SANTO ANDRÉ, tal como o SÃO GONÇALINHO, de Aveiro, procedente dos Grandes Bancos e Gronelândia  e após dois dias ao largo â espera de melhores condições de mar, demandou o porto de Leixões. O mesmo ocorreu com o navio-motor Holandês R.P.S., que entrou pouco depois do SANTO ANDRÉ.
De Leixões saíram os navios-motor Norueguês EIKA e Dinamarquês MELOS, e do Douro saíram os navios-motor Alemão MARABU e Inglês AVONWOOD, que foram completar as operações comerciais na doca nº 1 do porto de Leixões, contudo o vapor Inglês FENDRIS e o navio-motor da mesma nacionalidade DARINIAN, saídos do Douro, levaram os respectivos pilotos para o porto de Lisboa.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior.
(continua)
Rui Amaro

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 294

NAVEGAÇÃO ALEMÃ RETORNA AOS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES APÓS A 2ª GUERRA MUNDIAL

 O OLBERS retorna a barra do Douro 26/08/1949 ostentando a bandeira metálica Alemã, imposta pelo controlo Aliado  / F. Cabral, Porto /.

A navegação mercante Alemã que praticamente esteve paralisada nos portos, afundada pelas forças armadas Aliadas, ou requisitada pela “Kriegsmarine”, ficando no final da guerra com um pequeno número de unidades, pois a maior parte foi entregue às nações Aliadas como reparação de guerra, e ditribuida pelas marinhas mercantes das nações Aliadas envolvidas na guerra, que perderam muita da sua frota, devido aos ataques das forças armadas Nazis.
Muitos das unidades afundadas nos portos, foram postos a flutuar e reparadas ou mesmo reconstruidas, retomaram os seus tráfegos regulares para a península Ibérica, que foi o caso das companhias DDG Hansa, de Bremen, DG Neptun, de Bremen, e OPDR, de Hamburgo, que de início tiveram a ajuda, serviço combinado, de armadores Portugueses, caso dos Carregadores Açoreanos, de Ponta Delgada.
O primeiro a demandar a barra do Douro, conduzido pelo piloto Manuel Pereira Franco, foi o OLBERS a 26/08/1949, que já escalava o Douro/Leixões anteriormente à guerra, e que foi posto a flutuar, aparecendo no Douro, completamente reconstruido, e com aspecto moderno, seguiram-se os seguintes: LATONA, ARION, BELLONA, DELIA, THESEUS, BACCHUS, NIOBE, MERKUR, VICTORIA, FERONIA, NIXE, VENUS, PYLADES, etc.

04/06/1950 – SONECK, DDG Hansa, Bremen, piloto Carlos de Sousa Lopes, amarrou no quadro da Alfandega, ex ORPHEUS, KNSM, Amesterdão.
29/07/1950 – HUNDSECK, DDG Hansa, Bremen, piloto Manuel Pereira Franco, amarrou a Oeste da Cabrea, ex ZAANSTROOM, Hollandsche Stoomboot Mij, Amesterdão.
07/03/1951 – VESTA, DG Neptun, Bremen, piloto Jaime Martins, amarrou nas escadas da Alfandega. No final da guerra foi posto a flutuar, e apareceu com uma nova imagem.
10/03/1951 – HERCULES, DG Neptun, Bremen, piloto Henrique Correia Hugo, amarrou no quadro da Alfandega. Construido em 1951 na Alemanha.

E daí em diante. a marinha mercante Alemã em pouco tempo apareceu completamente rejuvenescida com novas unidades construidas em estaleiros Germanicos.

Fontes: José Fernandes Amaro Junior.
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Rui Amaro

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segunda-feira, 20 de maio de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 293



RECORDANDO A PERDA DA LANCHA DE PILOTAR “P4”


A lancha P4 abordando um navio fora da barra / foto de autor desconhecido /.


O motor da lancha P4, pouco depois de ter sido retirado da água, vendo-se entre os curiosos alguns assalariados da Corporação de Pilotos / jornal O Comércio do Porto /.

A 22/04/1947, pelas três horas da madrugada e, talvez, devido à força da corrente de vazante do rio, rebentaram as amarras da lancha de pilotar P4 da Corporação de Pilotos da Barra do Douro e Porto Artificial de Leixões, que se encontrava amarrada ao seu usual ancoradouro da Cantareira, indo aquela despedaçar-se no enrocamento do cais Velho, junto da pedra que também dá o nome aquele quebra-mar.
A lancha referida, que servia há cerca de 20 anos, para abordar os navios fora da barra, levando e recolhendo os respectivos pilotos que cruzavam a barra do Douro, ficou inteiramente desfeita, tendo-se recuperado apenas o motor e alguns aprestos.
A lancha P4 estava segura em cem contos, se bem que o seu valor era muitíssimo mais elevado, fazia parte da frota de oito que a corporação possuía, sendo aquela e a P1 para serviço fora da barra. Anos mais tarde também se perderam junto da barra as lanchas P1 e P5 (1).
Segundo me diziam, parece ter sido construída em madeira, nos estaleiros artesanais da praia de Vila Chã, Vila do Conde, e de boca aberta, sendo mais tarde instalado um convés e um género de abrigo, onde se encontrava a roda do leme e o telégrafo, e ainda a caixa do motor.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior; Jornal O Comércio do Porto.  
(continua)
Rui Amaro
               
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