quinta-feira, 11 de abril de 2013

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E POR-TO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 284


O RAPAZIO DA CANTAREIRA E AS IDAS FORA DA BARRA NAS LANCHAS DE PILOTAR



As lanchas de pilotar P9 e P12, esta acabada de inaugurar, amarradas à bóia no ancoradouro da Cantareira, Foz do Douro, em 1962, e pela ré da P12 vê-se uma caíque dos Pilotos / foto de autor desconhecido - colecção F. Cabral /.

Era um costume antigo os cabos-piloto ou o mestre da lancha de pilotagem levar o rapazio até fora da barra, o que ainda hoje é recordado por muitos desses rapazes, das idas nas lanchas P1, P4 (1), P5 (1) e P9. O autor, na sua infância, muitas vezes tomou o leme da lancha P9 e sob orientação do cabo-piloto Aires Pereira Franco, do piloto José Fernandes Amaro Júnior, seu pai ou do mestre daquela lancha Eusébio Fernandes Amaro, seu tio, realizava a manobra de abordagem aos pequenos navios, a fim de embarcar ou recolher os respectivos pilotos, e consequentemente o regresso ao cais do Marégrafo. O mais complicado era chegar a mão ao manípulo do telégrafo. Além disso durante o percurso davam-lhe a conhecer os nomes das pedras e dos baixios, enfiamentos da barra e suas marcas em terra, etc.
Também, quando se apanhava a caíque dos pilotos fora de serviço, o rapazio saltava para dentro, e à ginga, ou seja manejando um só remo à ré, dava-se umas voltas pelas amarras do ancoradouro da Cantareira, ou de paneiro ao alto servindo de vela, lá se ia aproveitando o vento fresco da barra, mas o pior é quando se regressava à lingueta dos pilotos, as mãos estavam cheias de bolhas. E, que me recorde, jamais houve qualquer acidente.
Nesses tempos Portugal andava virado para o mar, mas agora, com tanta exigência e fiscalização, nem pensar a aproximação às embarcações!
(continua)
Rui Amaro


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domingo, 31 de março de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 283


UM CASO INSÓLITO COM A LANCHA DE PILOTAR “P9” NA BARRA DO DOURO


A P9 em serviço de pilotagem ao largo da barra em 1955 /Diário do Norte/ 


A P9 sai a barra com vazante brava para recolher o piloto do n/m Holandês LAUWERS em 25/04/1967, vendo-se o marinheiro Fernando Nené /Rui Amaro/. 

A 26/03/1952, pelas 11h00, encontravam-se fundeados ao largo da costa cinco navios, aguardando maré e piloto para demandar o rio Douro e o mar na barra estava a crescer e a tornar-se perigoso. Vários barcos fanéqueiros e bateiras do lugar da Afurada, que tinham saído de madrugada para a pesca, estavam a regressar e a tentar fazer-se à barra, aproveitando alguns lisos de mar. Viam-se também algumas bateiras do lugar da Aguda, que impossibilitadas de varar na sua praia devido à forte rebentação, vinham de arribada para o lugar da Afurada.
A lancha P9 vai para a barra tentar a saída, a cujos comandos está o cabo-piloto Aires Pereira Franco, tendo a seu bordo os tripulantes: Eusébio Fernandes Amaro, mestre; Joaquim António da Fonseca, motorista; António Guerra Gomes, marinheiro e ainda seis pilotos, cinco dos quais iriam embarcar e conduzir de entrada aqueles navios.
Ao longe, a noroeste, no baixio das Longas, vislumbra-se a ondulação a crescer, assustadoramente, a qual acabando por quebrar, desfazia-se em espuma na boca da barra, mas logo de seguida surge um liso de mar traiçoeiro, e é então, que a lancha P9 investe contra a ondulação, com o motor a trabalhar ao máximo, e tão depressa segue na crista como desaparece no vão dos vagalhões, conseguindo assim vencer os cerca de trezentos metros da zona de rebentação. Algumas das pequenas embarcações de pesca, à força de remos, conseguem entrar a barra a muito custo, outras vendo a rebentação a aproximar-se, desandam e aproam à vaga, escapando para o largo, a fim de aguardarem, para lá dos quatrocentos metros, um próximo e tão esperado liso de mar na barra.
A lancha P9, acaba de distribuir os pilotos pelos seguintes navios: iates-motor Portugueses VITORIOSO, piloto Bento da Costa; MARIA ISABEL         2º, piloto António Duarte;TEÓFILO, piloto Cristiano Machado; navio-motor Belga MARCEL, piloto Eduardo Fernandes Melo e o Alemão LATONA, piloto João dos Santos Redondo. Na lancha fica o piloto José Fernandes Amaro Júnior, que seguira a bordo para embarcar em qualquer navio, que eventualmente estivesse à vista.
Terminado o serviço de pilotagem a lancha P9 vem para próximo da barra e fica a pairar por fora da rebentação, a fim de prestar assistência às pequenas embarcações e a aguardar uma aberta de mar para demandar a barra. A maresia parece não dar qualquer trégua por mais tentativas, que o cabo-piloto Aires Pereira Franco faça. Por vezes vêm-se alguns andaços de mar a formarem-se ao longe, pelo que aquela lancha e os barcos de pesca fazem-se mais ao largo.
Entretanto, a lancha P9 aproxima-se da barra e, surpreendentemente no mastro do castelo da Foz é içado a bandeira da letra N, que serve de aviso do piloto-mor ao cabo-piloto para não tentar a barra e seguir para Leixões e novamente a lancha retrocede para fora, no entanto as outras embarcações não desistem de entrar a barra. Vinda do porto de Leixões, aproxima-se a lancha P1, timonada pelo cabo-piloto Francisco José de Campos Evangelista, que traz ordens do piloto-mor José Fernandes Tato para a lancha P9 não se fazer à barra. O cabo-piloto Aires Pereira Franco, o seu colega José Fernandes Amaro Júnior e os tripulantes da lancha, homens tisnados e conhecedores natos das manhas da barra desde a sua infância, é que não desistiam de entrar a barra.
Como o mar voltasse a dar lisos e alguns barcos de pesca já tivessem passado a boca da barra, o cabo-piloto Aires Pereira Franco faz-se à barra e logo a seguir ouve-se o troar dum tiro de canhão, que abalou a Foz toda, disparado do castelo, por ordem do piloto-mor José Fernandes Tato, situação que a bordo foi difícil de entender, dado que outras embarcações estavam a cruzar a barra com mais ou menos dificuldade e a lancha P9 e a mesma equipagem, em situações idênticas ou de naufrágios, é que lhes prestava assistência ou as socorria. Aliás foi a única ocasião, que a ordem dada pela bandeira da letra N, a vinda da lancha de Leixões e sobretudo o tiro de canhão fora dado a uma embarcação dos pilotos.
Entretanto vinha de saída o navio-motor Português Secil e após se ter recolhido o piloto Aristides Pereira Ramalheira, com todas as outras embarcações já dentro da barra a salvo, aproveita-se uma aberta de mar e pelas 13h30, a lancha P9 demanda a barra, riscando na vaga, contudo sem sofrer qualquer percalço e logo a seguir começaram a entrar os cinco navios, que a lancha tinha ido pilotar, tendo um ou outro sido fustigados por alguns andaços de mar, que felizmente não lhes perturbaram a sua navegação.
P9 - Em 17/06/1997, quando a lancha de pilotos FOZ DO DOURO ex P9 prestava assistência de pilotagem a um navio graneleiro, a cerca de duas milhas a noroeste do porto de Leixões, e sem que nada o fizesse prever, afundou-se com a água aberta, possivelmente devido a colisão com algum objecto submerso, tendo sido considerada perda total. Na embarcação seguiam o mestre e o motorista, que foram salvos por um rebocador da APDL, que pairava nas imediações. Ainda se aventou a hipótese de trazer à superfície aquela lancha e por conseguinte tratar da sua recuperação, simplesmente a despesa com tal operação era demasiada e não compensava, mesmo com o valor atribuído pela companhia seguradora.
A lancha Foz do Douro estava mais identificada como P9, pois durante muitos anos esteve colocada na Cantareira ao serviço da pilotagem da barra do Douro. Era propriedade do Instituto Nacional de Pilotagem dos Portos (INPP), desde 1978, ano em que deixou de ostentar o nome de P9, tendo sido construída num dos estaleiros de Vila do Conde em finais 1947, pelo construtor naval portuense António Gomes Martins, proprietário do vetusto estaleiro do Ouro, que se situa na margem direita do rio Douro, por encomenda da Corporação de Pilotos da Barra do Douro e Porto Artificial de Leixões. Foi registada na capitania do porto do Douro com a designação de P9 e veio preencher o lugar da lancha P4 (1), que se perdeu por afundamento, junto do enrocamento do cais Velho, a cerca de cem metros da pedra do Touro, na madrugada de 22/04/1947, depois de ter sido levada pela vazante, devido ao rebentamento das amarras, quando se encontrava no seu ancoradouro da Cantareira.
A lancha P9, que era uma embarcação da máxima confiança da sua equipagem e dos pilotos, devido ao seu poder de manobralidade de enorme leveza, sendo considerada uma das melhores embarcações de pilotos para a barra do Douro, até ao aparecimento das novas lanchas rápidas, sobretudo na abordagem aos navios mas também em situações de fortes correntes e estoques de água, além da perigosa ondulação da barra do Douro. Aquela lancha tinha de comprimento 12,14m e deslocava 17,36tb, e à data do seu lançamento à água estava equipada com um motor a diesel de 120 HP Crossley. Em 1953 foi completamente modernizada, acima do convés, e foram instalados modernos meios de navegação, como radar, sonda e radio-telefone e um novo motor.
Nos primeiros anos da década de 50, quando a lancha P9 se dirigia para a barra, sob denso nevoeiro, devido a avaria na agulha de marear, encalhou na penedia da praia do Ourigo, tendo sido safa de imediato pelos seus próprios meios, sem qualquer avaria.
A 12/09/1953, pelas 16h00, a lancha P9, a cujo leme estava o cabo-piloto interino José Fernandes Amaro Júnior, retirou da penedia a sul da praia de Gondarém e rebocou até perder a terra de vista a carcaça duma baleia, que dera à costa dois dias antes. Chegado ao local de abandono, foi a mesma desfeita a tiros da metralhadora de uma das lanchas de fiscalização das pescas.
A 25/11/1968 rebocou para Leixões desde sete milhas a oeste de Espinho, o iate de competição Italiano GANCIA AMERICANO, cujo proprietário e único tripulante, devido a doença grave andava à deriva, tendo à chegada a Leixões sido conduzido para um hospital, onde foi tratado e salvo.
Desde a sua entrada ao serviço prestou relevante apoio, como alternativa ao material flutuante do Instituto de Socorros a Náufragos, na assistência a embarcações em perigo e no resgate de náufragos. Honra seja feita ao abnegado e corajoso pessoal da sua equipagem.
Além das lanchas P4 (1) e FOZ DO DOURO ex P9, também as lanchas P1, P5 (1), catraia da assistência ou do piloto-mor, a P7, e uma outra catraia no caneiro de Carreiros, perderam-se por afundamento ou sofreram acidentes graves e em alguns casos com preciosas vidas tragadas pelas águas revoltas da problemática barra do Douro e suas áreas adjacentes.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Imprensa diária.
(continua)
Rui Amaro

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quinta-feira, 28 de março de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 282


 O PAQUETE PANAMIANO “NORTH KING” LEVA O PILOTO DE LEIXÕES PARA LISBOA


Anúncio na imprensa diária 

A 28/01/1951, dia de temporal e muito mar, que se abatia sobre os molhes, e investia perigosamente pela Bacia dentro, e cerca das 11h30, o piloto José Fernandes Amaro Júnior, foi dar saída ao paquete Panamiano NORTH KING, agenciado prls firma E. A. Moreira & Cia., Lda, que entrara de véspera, já com bastante mar, vindo do Brasil e Lisboa, com passageiros e carga diversa, e escalando o porto de Leixões, pelo mesmo motivo, a fim de receber carga e passageiros, na sua maioria emigrantes, para os portos do Rio de Janeiro e Santos, com escala pelos portos de Lisboa, Funchal e São Vicente de Cabo Verde.


O NORTH KING demandando a doca nº 1 do porto de Leixões em 1951 / F. Cabral, Porto /.

Realizada a manobra de desatracação da doca nº 1 – cais Norte, assistido por dois rebocadores da APDL, fez-se de rumo a entre molhes, onde aquele prático deveria desembarcar, ainda no anteporto, para a lancha P1, que foi acompanhando o NORTH KING na tentativa de recolher o piloto, mas a ondulação nesse mesmo ponto era de perigar, e o piloto não quis arriscar, pelo que seguiu a bordo para desembarcar na gare marítima de Alcântara  do porto de Lisboa, no dia seguinte, regressando de comboio à estação de São Bento, cidade do Porto, nesse mesmo dia, depois de almoçar e passar pelo escritório do armador.
A viagem foi bastante tormentosa, não só devido ao desconforto motivado pelo balanço que o vapor dava, mas  também pelo gemer dos passageiros dos camarotes vizinhos, que não conseguiam evitar o sempre incomodativo enjoo de mar.


O NORTH KING nos primeiros anos como paquete / postal oficial do armador /.


NORTH KING – paquete de linha de carga e passageiros, imo 2222653/ 119m/ 4.608tb/ 11nós; 06/1903 entregue por Bremer Vulkan, Vegesack, como vapor de carga LIEBENFELS à DDG Hansa, Bremen; 01/08/1914 refugiou-se e ficou internado em Charleston, SC, devido ao eclodir da 1ª guerra mundial, a fim de evitar ser atacado e afundado pelo inimigo; 01/02/1917 com a entrada dos EUA no conflito, foi de imediato apresado pela “Navy”, contudo sabotado e afundado pela tripulação Alemã; 20/03/1917 foi posto a reflutuar e entretanto reparado; 06/04/1917 foi convertido em transporte militar e rebaptizado com o nome USS HOUSTON (AK-1) e entregue à US Department of the Navy, Washington, DC; 23/03/1922 decomissioned; 27/09/1922 NORTH KING, Alaska Portland Packers Association, Portland, OR, gestores Frank M. Warren; 1929 NORTH KING, Pacific American Fisheries Inc, Bellingham, USA; 1940 NORTH KING, Compañia Diana de Vapores SA, Panama; 1941 chartered pela War Shipping Administration, gestores United States Lines, Nova Iorque; 1947 NORTH KING, Soc. de Navegação Luso Panamense, Lda, Lisboa, bandeira Panamiana, que o converteu num paquete de carga e passageiros; 1956 encostava no porto de Lisboa; 01/06/1957 chegava a Osaka para desmantelamento.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

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terça-feira, 26 de março de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 281


A 5ª FLOTILHA DE CONTRATORPEDEIROS DA “ROYAL NAVY” VISITOU O PORTO DE
LEIXÕES A 15/10/1950


Os contratorpedeiros HMS ST. KITTS e HMS SOLEBAY na doca nº 1 do porto de Leixões em 15/10/1950 / O Comércio do Porto /.

WELCOME THE BRITISH NAVY!





The city of Oporto is being distinguished with the visit of His British Majesty’s sailors. Some of the powerful Royal Navy´s units today are due at the port of Leixões, being a small taken of the enormous sea-power held by a nation, ruled by the inborn and steadfast sentiments of freedom and mutual respect, also by the comprehensive realization of a patriotism having successfully stood the ordeal of the centuries whilst writing some of England’s most brilliant pages of history.
The warships, calling at the port of Leixões, gave come over on a courteous and friendly visit to England’s oldest ally. This is a proof real affection and sympathy, soundly echoed by the hearts of all Oporto citizens, as it forges yet another strong unbreakable, link in the solid ties binding both peoples.
The warm welcome, to be given to the British sailors, the legitimate representatives of countless other marines  who fought, suffered and lost their lives in the sea the world over, during the tremendous armed conflict of all timeswill give evidence, not only of our sincere affection, but also of our high admiration for all those who have known how to fight in the protection of those principles on which Humanity depends for its dignity. This is the time for us to give them all the proof of our deep appreciation, esteem, consideration and respect. The city’s authorities, fully alive to these sentiments, mapped out on adequate reception programme, unreservedly seconded by the town’s citizens, who will give a warm and enthusiastic welcome to the gallant sailors of England, received not as mere visitors but, indeed, real friends, and honoured guests, held in the highest regard.
“O COMERCIO DO PORTO”, associated to the several firms, all of them forming the pivot to intense trade between Portugal and Great Britain, warmly greets England’s gallant marines, and says; WELCOME THE BRITISH NAVY!
(In o jornal “O COMERCIO DO PORTO” de 15/10/1950)


O HMS SOLEBAY demanda o porto de Leixões em 15/10/1950 / F. Cabral, Porto /.


A 15/10/1950, pelas 09h00, demandava o porto Leixões em visita de cortesia a 5ª flotilha de contratorpedeiros da “Royal Navy”, constituída pelas seguintes unidades HMS SOLEBAY (D70), navio chefe, HMS ST. KITTS (D18), HMS GRAVELINES (D24) e HMS CADIZ (D79), que foram atracar à doca nº 1 – lado Sul – topo Oeste, permanecendo cerca de três dias, aproveitando a visita, após manobras navais, para descanso da guarnição de cerca de 1.500 homens, que desembarcados, espalharam-se por Matosinhos/Leça, Gaia e cidade do Porto, dando um certo colorido com os seus uniformes, e alguns “drinks”. Vários eventos foram organizados pelas autoridades locais em honra das guarnições dos quatro “destroyers”, os quais foram conduzidas, respectivamente pelos pilotos Elísio da Silva Pereira, José Fernandes Amaro Júnior, Manuel Pereira e Luis Ventura.
Aquelas unidades da “Home Fleet” com base em Portsmouth, passados os três dias de estadia, deixaram o porto de Leixões de rumo ao porto de Setúbal, onde desgraçadamente quatro elementos da guarnição perderam a vida, quando o automóvel em que se faziam conduzir despenhou-se nas águas do Sado, junto à proa das suas unidades.
O HMS SOLEBAY e o HMS GRAVELINES voltaram a Leixões, em visita de cortesia, a 19/03/1953.
Este tipo de “destroyers”, em minha opinião, foram dos mais belos, que alguma vez vi.
HMS SOLEBAY (D70)
HMS ST. KITTS (D18)
HMS GRAVELINES (D24) -
HMS CADIZ (D79) –
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior, Wikipedia, Imprensa diária
(continua)
Rui Amaro

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terça-feira, 19 de março de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 280


O “HEERENGRACHT” LEVA O PILOTO DO DOURO PARA LISBOA

A 29/11/1946, dia de mau tempo de Noroeste e mar na barra, ainda que com alguns lisos, coube de saída ao piloto José Fernandes Amaro Júnior o navio-motor Holandês HEERENGRACHT, que estava consignado aos agentes Garland, Laidley & Co., Ltd., amarrado no lugar do cais do Monchique, margem direita do rio Douro, e que vinha fretado ao armador Holandês, N.V. Hammerstein’s Scheepsreederij, de Roterdão, e destinava-se ao porto de Lisboa.
Cerca das 16h00 recebeu ordem do piloto-mor para largar, e iniciou a manobra de rotação, e começou a rumar para jusante. Quando atingiu o lugar do estaleiro do Ouro, viu que embora fizesse muito mar na barra, também havia grandes lisos, e como o galhardete de saída, estava içado no mastro do Marégrafo, lá foi indo avante força para conseguir passar no liso que vislumbrava ao longe, infelizmente quando já junto do cais do Touro, a maresia recrudesceu, e já não houve outra hipótese de abrandar, senão seguir enfrente, e quando passava junto da boia da barra, o mar de andaço caiu em cima do HEERENGRACHT, que o capitão de tão assustado, já nem quis ir desembarcar o piloto junto do Farol de Esporão de Leixões, pelo que rumou de imediato a Sul, indo aquele piloto desembarcar no  porto de Lisboa, mais propriamente no cais de Santos.
Depois de passar pela casa Garland, Laidley, de Lisboa, regressou ao Porto por caminho de ferro.
HEERENGRACHT – imo 5136062/ dois mastros/ dois porões/ 52,2m/ 493gt/ 9,5kn; 11/1942 entregue por van Diepen, Waterhuizen, como URSULA HEINEMEIER a H. F. Bertling, Lubeca, embora lançado à água como ANSYMA; 1942 ANSYMA, NV Ansyma, Amesterdão; 1946 HEERENGRACHT, NV Ansyma, Amesterdão; 1959 GRETE SOLHEIM, Magnus Solheim, Trondheim; 1963 GRETE SOLHEIM, Siraco A/S, Oslo; 1964 ROSITA K, K. Karmiris Sons & E. Hadjigeorgiou, Pireu; 1972 ROSITA K, K. K. Karmiris Bros Cp., Ltd., Pireu; 27/05/1973 naufragou 5,5mn ao largo de Zuvra, quando em viagem do Pireu para Bengasi com semente de algodão.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

segunda-feira, 4 de março de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 279


UMA LARGADA INVULGAR DO VAPOR “SOFALA” DA DOCA Nº 1 DO PORTO DE LEIXÕES

O vapor SOFALA em manobras de atracação no porto de Leixões, década de 60

Havia pilotos da barra mais afoitos e arrojados, a quem os chefes lhes confiavam tarefas de responsabilidade, como o relatado neste episódio, e de que foi protagonista o piloto José Fernandes Amaro Júnior.
O vapor Português SOFALA, 161m/7.956tb, atracado no topo leste da doca nº 1 – lado norte, lugar do Conde de Leça, estava pronto para sair pela tarde de 06/02/1947, todavia os dois rebocadores da A.P.D.L., TRITÃO e MIRA, obrigatoriamente necessários para a manobra, encontravam-se inactivos por avaria nas respectivas máquinas, contudo nessa tarde conseguira-se que um deles ficasse operacional, que julgo tivesse sido o MIRA. Naquele dia não havia qualquer rebocador privado, ou mesmo arrastões de pesca da costa, dentro do porto, suficientemente capazes para auxiliar a manobra de desatracação, e o armador a fim de cumprir escalas tinha toda a necessidade, que o SOFALA saísse nessa tarde, pelo que já tinha um rebocador pronto a largar do porto de Lisboa, caso a manobra não viesse a ter o sucesso desejado. Em face da situação, o sota-piloto-mor Joel da Cunha Monteiro confia ao piloto José Fernandes Amaro Júnior, fora da escala de serviço, para tentar dirigir a manobra de desatracação e saída daquele vapor, que naquela época era a maior unidade da marinha mercante nacional e um dos cerca de cem navios de carga acima dos 150m de comprimento, a nível mundial, certamente após anuência das autoridades marítimo-portuárias.
Aquele piloto da barra, que já tinha dirigido a manobra de entrada e atracação do mesmo há cerca de oito dias, resolveu a situação como normalmente se procedia na doca comercial do porto de Viana do Castelo, com o recurso a espias ou cabos passados ao cais oposto, visto naquele porto, raramente se encontrar um rebocador. Chegada a hora de manobrar, e de acordo com o comandante, estabeleceu cabos aos peorizes da doca Sul e foram-se virando de bordo, ajudando a desviar a popa da muralha, com o rebocador puxando à proa até colocar o navio no enfiamento da saída da doca nº 1. Entretanto, foi seguindo em marcha avante devagar e logo que teve a popa liberta do cais, os cabos safos do hélice e colhidos a bordo, largou o rebocador e deu-lhe toda força avante, só se detendo por fora do farol do Esporão, a fim de efectuar o seu desembarque para a lancha P1.
Por perto estava o pequeno rebocador fluvial MERCÚRIO SEGUNDO, que tinha levado para a doca uma laita vinda do rio Douro para receber de baldeação cereal para a Moagem do Freixo, todavia aquele piloto não solicitou os seus préstimos, dado que o rebocador não possuía força de máquina suficiente para um vapor com o porte do SOFALA e poderia surgir algum incidente, até para o próprio rebocador, apesar do mestre Domingos lhe fazer sinais para o chamar e afirmou-me, caso um dos rebocadores da A.P.D.L. não tivesse ficado pronto, procedia a manobra de largada pelo mesmo sistema. A assistir à manobra encontravam-se no cais o sota-piloto-mor Joel da Cunha Monteiro e o piloto Francisco José de Campos Evangelista.

O paquete QUANZA saindo do porto de Leixões, 30/03/1968

Passados quatro dias surge à vista o paquete QUANZA, 134m/6.403tb, que vai demandar o porto de Leixões ao sinal, fortemente envolvido na ondulação, e na bacia encontram-se alguns navios fundeados. Mais uma vez o sota-piloto-mor Joel da Cunha Monteiro encarrega o piloto José Fernandes Amaro Júnior, fora da escala de serviço, para dar entrada e proceder à atracação desse paquete. Aquele prático ficou deveras surpreendido, visto o paquete ser de muito menor porte do que o SOFALA mas a razão colocava-se na ondulação, que se fazia sentir na bacia e na doca. Saltou para o navio à entrada dos molhes e foi atracar o QUANZA na doca nº 1 – lado Norte auxiliado por um rebocador da A.P.D.L à proa e como desta vez havia um rebocador privado, pegou à popa o rebocador AGUILA da firma Lobo & Freitas da praça do Porto.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior
Imagens de Rui Amaro
(continua)
Rui Amaro

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domingo, 3 de março de 2013

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 278


A CORVETA “HMS NIGELLA” (K-19) DEMANDA O PORTO DE LEIXÕES

A corveta HMS NIGELLA (K-19) / autor desconhecido - Photoship Co. UK /. 

A 04/03/1946, pela manhã, demandou o porto de Leixões a corveta HMS NIGELLA (K-19), conduzida pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, que a foi atracar na Doca nº 1.
Aquela unidade da “Royal Navy” que procedia do teatro de guerra do Extremo-Oriente com escala pela base naval Britânica de Gibraltar, e acabada a sua comissão de serviço regressava a casa, arribou ao porto de Leixões para abastecimento de bancas e descanso da guarnição.
A 25/01/1944, quando em serviço de patrulha resgatou 56 sobreviventes do vapor Inglês FORT LA MAURIE, que havia sido torpedado e afundado pelo submarino Germânico U-188 a lés-nordeste da ilha de Socrata, no oceano Indico, perto do Yemen.
HMS NIGELLA (K-19) – imo 6112163/ classe “Flower”/ 62,6m/ 940td/ 16nós; 25/02/1941 entregue pelo estaleiro George Philip & Sons, Ltd, Dartmouth, para a Marinha Real Britânica; 1947 foi comprada por Wheelock, Marden & Co., Ltd., Londres, que a fez reconstruir como navio de carga; 10/03/1955 naufragou em viagem de Fuochow para Xangai.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

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