quarta-feira, 30 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 235


CICLONE DE JANEIRO DE 1941 FUSTIGOU OS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES



  
A 20/01/1941, o país estava a ser fustigado por um violento temporal, que já ocasionara muitos prejuízos. O Rio Douro aumentava o volume de água na Régua, quase cinco metros acima do nível da escala. Nos portos do Douro e Leixões às 16h00, por ordem do Chefe do Departamento Marítimo do Norte, que recebera comunicação do Ministério da Marinha, foi içado nas respectivas capitanias o sinal Nº 5, que anuncia a aproximação de ciclone, pelo que foram tomadas todas as previdências.
O piloto-mor ordenou a ida de pilotos para o rio, para qualquer emergência, sendo escalados os pilotos João Pinto de Carvalho, para cambar o navio-motor Português SECIL, da Carbonífera para o Monchique. O piloto Cristiano Machado foi mudar o arrastão bacalhoeiro SANTA JOANA para o lugar do Cavaco; NRP ZAIRE, piloto Luís dos Santos Ventura; vapor Norueguês TEJO, piloto António Gonçalves dos Reis, estes foram para bordo para orientar o reforço das amarrações e permaneceram a bordo; lugre bacalhoeiro Português GRANJA, piloto José Fernandes Amaro Júnior, que não ficou a bordo, porque o seu capitão o dispensou; lugre Português RAINHA SANTA PRINCESA, piloto Francisco Soares de Melo. Nova escala: vapor Norueguês TEJO, piloto Aires Pereira Franco; arrastão bacalhoeiro SANTA JOANA, piloto António Duarte; navio-motor SECIL, piloto Tito dos Santos Marnoto, estes pilotos permaneceram a bordo 24 horas. O piloto da canhoneira NRP ZAIRE esteve a bordo 36 horas, tendo sido substituído pelo piloto Tito dos Santos Marnoto. A 21/01/1941 os pilotos fizeram turnos durante a tarde e a noite, no Departamento e na Corporação, ou seja das 16h00 às 20h00, pilotos Júlio Pinto de Carvalho, Eurico Pereira Franco. Das 20h00 às 24h00, pilotos António Gonçalves dos Reis e Joaquim Matias Alves. Das 24h00 às 04h00 do dia 22/01/1941, pilotos José Fernandes Amaro Júnior e Aires Pereira Franco. Das 04h00 às 08h00, Francisco Soares de Melo e António Duarte.
A cheia começou a decrescer e a barra alargou pelas pedras da Prolonga. Na ocasião do início do temporal, também foram pilotos do Douro para Leixões, a fim de ajudar os seus colegas daquele porto, e tomaram conta do lugre Português MILENA, Jaime da Silva Martins; vapor Português COSTEIRO SEGUNDO, piloto João dos Santos Redondo; vapor português SANTA IRENE, piloto Manuel da Silva Pereira, até o mau tempo ter amainado.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior
(continua)
Rui Amaro

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domingo, 27 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 235

O VAPOR PORTUGUÊS "GONÇALO VELHO" DEMANDOU O PORTO DE LEIXÕES COM UM GRANDE BURACO Á PROA PROVOCADO POR ATAQUE DO SUBMARINO ALEMÃO U-47

A 14/11/1940, pelas 09h00, demandou o porto de Leixões conduzido pelo piloto Bento da Costa, o vapor Português GONÇALO VELHO, capitaneado pelo Cmte Joel Gomes, que mostrava à proa, por baixo do escovém de bombordo, um grande buraco, que foi provocado por tiros de canhão do U-47, submarino Alemão, comandado pelo famoso oficial da "Kriegsmarine" kapitanLeutnant Gunther Prien, que atacou o GONÇALO VELHO por lapso, a sudoeste da Irlanda, quando em viagem de Reykjavik, Islândia, para Leixões, transportando um carregamento de 1.800 toneladas bacalhau seco.


O GONÇALO VELHO foi construído e entregue em 03/1913 pelo estaleiro Murdock & Murray Ltd., Port Glasgow, para o armador Watson Steamship Co., Ltd., Manchester, passando mais tarde pelos armadores Bromport Steamship Co., Ltd., Liverpool, e MacAndrews & Co., Ltd, Londres. Em 27/03/1928 foi adquirido, juntamente com o seu gémeo ANGRA, pelos Carregadores Açoreanos, Ponta Delgada, que o colocou na carreira dos Açores/Madeira/Continente para o norte da Europa. Em 1948 foi vendido à Sociedad de Navegacion Tenax SA, Panamá, conservando o mesmo nome e em 1949 foi adquirido pela Sté. Anonyne de Navegacion San Georgio, Basileia, passando a arvorar pavilhão Suíço com o nome de GENEROSO. Em 1953 foi vendido ao armador Italiano Gabbiano SRL., Veneza, mantendo o mesmo nome, e a 25/07/1961 chegava a Viareggio onde foi desmantelado para sucata.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Lloyd's Register of Shipping; U.Boat net: WWW.U47ORG
(continua)
Rui Amaro

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SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 234


SORTEIO DE UM PILOTO DO DOURO PARA SERVIÇO EFECTIVO EM LEIXÕES

A 16/09/ 1940 foi realizado na sede da Corporação de Pilotos da Foz do Douro, o sorteio de um piloto para realizar serviço efectivo no porto de Leixões, em substituição do seu colega Pedro Reis da Luz que regressa à barra do Douro, tendo sido sorteado o piloto Banto da Costa.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior.
(continua)
Rui Amaro

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 233


O VAPOR GREGO "KASSOS" ENTRA PELA PRIMEIRA VEZ EM LEIXÕES


KASSOS / Autor desconhecido - Photoship co, UK /.

A 12/01/1941 demandou o porto de Leixões, pela primeira vez, o vapor Grego KASSOS, consignado aos agentes Kendall, Pinto Basto & Cia., Lda., do Porto, que dentre outras mercadorias destinadas a outros portos, transporta uma partida de carris, para Leixões, tendo ficado atracado na doca nº 1, junto do vapor Grego HADIOTIS, propriedade do mesmo armador do KASSOS, também chegado há dias ao porto de Leixões. Estes vapores e alguns outros, dos fazia parte o THETIS, andavam fretados ao governo Helvético, a fim de fazerem face aos transportes de mercadorias para aquele pais neutro, do centro da Europa, devido à situação de guerra, e eram de grande valia para Portugal no transporte das suas mercadorias, nomeadamente de importação, devido à fraca frota de navios mercantes Portugueses. 
As manobras de atracação, dirigidas pelo piloto Elísio da Silva Pereira, foram assitidas pelos rebocadores TRITÃO e LUSITÂNIA.
KASSOS - imo 5183182/ 135,6m/ 5.215gt/ 12kn; 07/1939 entregue por William Doxford & Sons, Sutherland, a Kassos Steam Navigation Co., Ltd., Syra, Grécia; 1968 MARINE TRUST, Wing Steamship Co., Panamá; 1972 LUCKY Wing Steamship Co., Panamá; 10/05/1977 chegava a Kaohsiung para desmantelamento.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 232


A TRAINEIRA "VITÓRIA" NAUFRAGA NA BARRA DO DOURO

A 31/12/1940, pelas 09h00, a traineira VITÓRIA, do centro piscatório da Afurada, quando demandava a barra do Douro, e por esta se encontrar bastante esganada, ali diante do dique da Meia-Laranja, o seu mestre tentando vencer a forte corrente da vazante, encostou à margem norte para aproveitar a revessa da beirada, porém acabou por embater no enrocamento do cais do Touro e arrombou. De seguida, ao manobrar para se safar das pedras, guinou a estibordo, contudo não conseguindo endireitar ao canal, a traineira seguiu atravessada ao rio, indo encalhar na restinga do Cabedelo, começando a afundar-se e de imediato começou apitar, pedindo socorro. Parte da sua tripulação prevendo o risco iminente, que corria, saltou para a chalandra e desembarcou no areal do Cabedelo, ficando a bordo 6 tripulantes e o mestre.
Em seu socorro foi a lancha dos pilotos P4, conduzida pelo piloto Joaquim Matias Alves, levando a bordo Manuel Pereira Franco, piloto; Joaquim António da Fonseca, motorista e os tripulantes João Luís Gonçalves e Manuel Matias Alves, que recolheram a restante tripulação, que permanecera a bordo. Para o local do sinistro, também seguira o VISCONDE DE LANÇADA, salva-vidas da Foz, timonado pelos pilotos Eurico Pereira Franco e Pedro Reis da Luz, além da sua tripulação de remadores voluntários.
A VITÓRIA, meia submersa foi impelida pela forte corrente e às 15h00 desapareceu por completo não mais sendo vista, salvo os seus destroços, que no dia seguinte começaram a dar à costa. Triste fim de ano para o seu armador e sua companha.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior
(continua)
Rui Amaro

quarta-feira, 23 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 231


O VAPOR PORTUGUÊS "ZÉ MANEL" FOI A PRIMEIRA UNIDADE MERCANTE A REALIZAR OPERAÇÕES COMERCIAIS NA DOCA Nº 1 DO PORTO DE LEIXÕES




A 28/11/1940, atracou na doca nº 1, lado sul, nova estrutura do porto de Leixões, o vapor Português ZÉ MANEL, 68m/926tb, piloto Pedro Reis da Luz, auxiliado pelo rebocador TRITÃO, tendo sido a primeira embarcação mercante a utilizar aquela doca comercial, após a sua inauguração, seguiu-se-lhe o navio-motor Português TAGUS, 68m/1.077tb, piloto Luís Ventura, se bem que o Aviso de 1ª classe NRP BARTOLOMEU DIAS, que demandou a nova doca a 09/06/1940, para estar presente nas cerimónias da inauguração, foi a primeira embarcação de vulto a acostar naquela nova doca.
Fonte: José Fernandes Amaro Júnior
Imagem: Jornal O Comércio do Porto.
(continua)
Rui Amaro

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 230


NOVOS FARDAMENTOS DO PESSOAL ASSALARIADO DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS


Cais do Marégrafo/Pilotos, da esquerda para a direita: José Ferreira, carpinteiro; António Gomes (Taptá), marinheiro; Joaquim da Fonseca, motorista; Eusébio Fernandes Amaro, mestre; José Fernandes Amaro Júnior, piloto.O 2º, 3º e 4º eram os arrojados tripulantes da lancha de pilotar P9 da barra do Douro, década de 50. / foto de Leandro Morais Sarmento, Coimbra /.


26/02/1941- O comandante João Pais, então capitão do porto de Leixões, quando do seu cargo de chefe-adjunto do Departamento Maritimo do Norte conseguiu estimular a Corporação de Pilotos da Barra do Douro e Porto Artificial de Leixões, no sentido de criar no pessoal menor daquela corporação gosto por uma melhor apresentação no fardamento, que lhe desse feição de carácter oficial. Era esse também o desejo do chefe do Departamento, Comandante Rodrigues Coelho, assim como uma aspiração dos dirigentes da referida corporação de pilotos. Contudo devido à crise financeira daquela instituição portuária motivada pelo desenvolvimento do conflito mundial, que originou um enormíssimo decrscimo de mavegação, particularmente estrangeira, não permitia grandes dispêndios na confecção de fardamentos apropriados. Os encargos para estes servidores do movimento fluvial e marítimo eram grandes devido a terem mantido até hoje todos os serviços com a mesma eficiência, conservando todo o pessoal assalariado no activo, embora com pesados sacrifícios.
A comissão administrativa foi então, composta pelos sota-pilotos-mor António da Silva Pereira, José Fernandes Tato, e pelos pilotos José Fernandes Amaro Júnior, Aires Pereira Franco, Aristides Pereira Ramalheira e Luis Ventura, com o fim de executar o programa dos fardamentos e tratar de outras aspirações de certa importância para o pessoal assalariado, estabeleceu com o patrocínio do chefe do Departamento uma modalidade económica de aquisição das fardas para o pessoal, que entretanto se veio a concretizar.
No dia da apresentação aos comandantes Rodrigues Coelho e João Pais, que teve lugar na sede da Corporação, sita na Foz do Douro, o chefe do Departamento, falando a todo o pessoal manifestou-lhes o seu contentamento por verificar como as suas ordens foram executadas e o seu reconhecimento por ver o cuidado e asseio que se notava naquela secção. O sota piloto-mor José Fernandes Tato agradeceu em nome da corporação as ditas referências do chefe do Departmento Marítimo, ficando todo o pessoal satisfeitíssimo pela visita honrosa dos dois chefes da Armada Nacional.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior.
(continua)
Rui Amaro

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