segunda-feira, 14 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 225


O DESVENTURADO NAVIO-MOTOR HOLANDÊS "SANTA LUCIA" NA BARRA DO DOURO

A 13/02/1940 demandava a barra do Douro em 11 pés de água, procedente de Anvers e Roterdão com carga diversa, o navio-motor Holandês SANTA LUCIA, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, que o foi amarrar no lugar do Guindaste Electrico.
O SANTA LUCIA que vinha consignado aos agentes da Linha Benelux/Portugal "Hammerstein's", a casa Garland, Laidley & Co., Ltd, da praça do Porto, escapara-se para a Inglaterra, como tantos outros navios Holandeses e Belgas, e ficou registado no Netherlands Shipping & Trading Committee, Londres, ficando sob gestão do armador John Kelly, Ltd, Londres.
SANTA LUCIA – Imo 5614817/ 48m/ 379tb/ 10nós; 04/1937 entregue por Royal Niestern Sanders, Delfzijl, a C. S. van Dijk, Groningen; 01/11/1940 naufragou por embate em mina ao largo de Pile Lightm, Belfast- O capitão armador e 3 marinheiros perecerem no desastre, contudo os restantes tripulantes foram resgatados por dois salva-vidas locais.
Fonte: José Fernandes Amaro Junior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro

segunda-feira, 7 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 224


O NAVIO-MOTOR PORTUGUÊS "TAGUS" DEMANDA A BARRA DO DOURO PELA PRIMEIRA VEZ



A 21/05/1939, procedente de Lisboa demadava a barra do Douro pela primeira vez o navio-motor Português TAGUS, que veio substituir o Vapor IBO, entretanto vendido, transportando carga vinda de Moçambique e Angola nos navios de linha do seu armador, nomeadamente açucar, e baldeada em Lisboa. O TAGUS foi conduzido pelo piloto Manuel Pereira Franco,  que o foi amarrar à margem do lugar do cais da Ribeira.  
TAGUS – Imo 1165704/ 68,37m/ 1.107tb/ 10 nós; 04/1938 entregue por A. Vuijk & Zonen, Capelle a/d Ijssell, como THIXENDALE a Atkinson & Prickett, Ltd., Hull; 19/05/1939 TAGUS, Companhia Nacional de Navegação, Lisboa, tendo sido empregue no tráfego "feeder" costeiro de Portugal e do território de Moçambique; 10/03/1963 TAGUS, naufragou por encalhe seguido de explosão e incêndio a 15 mn a norte de Inhambane, Moçambique, pelo que foi considerado perda total constructiva, tendo havido três vítimas. Gémeo navio-motor Inglês COXWOLD construído pelo estaleiro Goole Shipbuilding & Co., Ltd, Goole, para o mesmo armador do THIXENDALE. Nos primeiros anos do pós-guerra, o COXWOLD foi um visitante regular aos portos de Lisboa e Douro/Leixões, no tráfego com os portos de Middlesborough e Hull.


Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index e Gooleships.
Imagem: Autor desconhecido.
(continua)
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s)neste Blogue, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on this Blog, which will be very much appreciated.

domingo, 6 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 223


O NAVIO-MOTOR PORTUGUÊS "AFRICA OCIDENTAL" NA BARRA DO DOURO
 


 A 06/04/1939, procedente de Anvers, entrava na barra do Douro pela sua primeira vez, o navio-motor Português AFRICA OCIDENTAL, então recentemente construído e empregue no tráfego do Norte da Europa alternado com o de Cabo Verde e Guiné, transportando carga geral, na sua maioria ferro, conduzido pelo piloto Herminio Gonçalves Reis, que o foi amarrar no lugar do cais do Monchique, local usual de amarração dos navios da Sociedade Geral.
AFRICA OCIDENTAL – imo 5004063/ 71,3m/ 1.265,9m/ 11 nós; 13/01/1939 entregue pela Companhia União Fabril (estaleiro da Rocha - AGPL), Lisboa, à Sociedade Geral de Comércio, Industria e Transportes, Lisboa, para o seu tráfego de Cabo Verde e Guiné. Alguns anos mais tarde foi transferido para o tráfego "tramping" e o de Norte da Europa; 1971 ZOE, G. Notaras & Co., Pireu; 17/02/1979 chegava a Gadani Beach para demolição.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
Imagem: autor desconhecido.

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SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 222


O DESVENTURADO NAVIO-MOTOR HOLANDÊS "CELEBES" NA BARRA DO DOURO


A 09/01/1940 estava à barra do Douro o navio-motor Holandês CELEBES, tipo "schuyter" muito utilizado entre a década de 20 do século passado até aparecimento dos navios costeiros rio-mar "box-shape" na década de 70, tomado o piloto José Fernandes Amaro Júnior, demandou a barra em 12 pés de água, indo amarrar no lugar do cais do Monchique.
O CELEBES procedia de Roterdão e Anvers, com carga diversa, e consignado aos agentes da Linha Benelux/Portugal "Hammerstein's", a casa Garland, Laidley & Co., Ltd, da praça do Porto.


CELEBES - imo 5614681/ 50m/ 453tb/ 9 nós; 09/1937 entregue por E. J. Smit & Zoon Scheepswerven NV, Westerbroek, a Roelof Jan Kajuiter, Groningen; 1940 visto a ameaça da invasão Germanica sobre os Países-Baixos, o CELEBES escapou-se para a Inglaterra, como tantos outro navios Holandeses e Belgas, e ficou registado no Netherlands Shipping & Trading Committee, Londres, ficando sob gestão do armador John Kelly, Ltd, Londres; 30/03/1941 saido de Liverpool para Falmouth, deixou de comunicar com terra, pelo que desventuradamente foi dado como desaparecido, possivelmente afundado por um qualquer submarino Alemão.
Fontes; José Fernandes Amaro Júnior; Wrecksite, Miramar Ship Index.

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sábado, 5 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 221


VAPOR HOLANDÊS "BERNISSE" NO PORTO DO DOURO

A 13/12/1939, já no inicio do conflito, que se iria alastrar por todo o mundo, e que já começava a fazer cicatrizes na navegação marítima, demandava a barra do Douro, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, o vapor Holandês BERNISSE, em 15 pés de água, procedente de Roterdão e Anvers, com carga diversa, e consignado aos agentes da Linha Benelux/Portugal "Hammerstein's", a casa Garland, Laidley & Co., Ltd, da praça do Porto. O BERNISSE foi amarrar no lugar do quadro da Alfandega.


BERNISSE – imo 5603884/ 72m/ 951tb/ 10kn; 04/1915 entregue pelo estaleiro Maatschappij Fijenoord N.V., Roterdão, a P. A. van Es & Co., Roterdão; 23/05/1917 o BERNISSE em viagem de Rufisque para Roterdão foi obrigado a parar a 16 milhas náuticas de Nouh Head Ilhas Orkney pelo submarino U-87. O afundamento foi gorado, tendo sido rebocado para o porto mais próximo; 06/11/1918 o BERNISSE, em viagem de Sundsvall para Rotterdam embateu numa mina e afundou-se ao largo da ilha Oland, Báltico. Posto a flutuar e reparado voltou ao serviço; 15/04/1940, o BERNISSE enquanto sob controlo Nazi, foi sabotado e afundado pela própria tripulação de presa Alemã, já perto do porto de Narvik, no meio de um severo raid da RAF áquele porto Norueguês, também ocupado pelas forças invasoras Germãnicas.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Miramar Ship Index, Wreck Site.
(continua)
Rui Amaro

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 220



NAVIO-MOTOR HOLANDÊS "ALGARVE"


 
 O ALGARVE atracado na doca nº 1, lado Sul, do porto de Leixões em 1950 / F. Cabral, Porto /.
 
A 29/11/1939 deixava a barra do Douro, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, com destino a Anvers e Roterdão o navio-motor Holandês ALGARVE, transportando carga diversa, e que veio agenciado à firma Garland, Laidley & Co. Ltd., como agentes da Linha Benelux/Portugal "Hammerstein's", que apesar da situação de guerra, persistia naquele tráfego, que continuou no pós guerra, pois o ALGARVE foi o segundo navio estrangeiro no pós-guerra a demandar a barra do Douro em 1946, sendo o primeiro, o navio-motor SAN ANTONIO, um velho lugre-motor convertido em navio-motor, pertença do mesmo armador.Curiosamente coube ao piloto José Fernandes Amaro Júnior a entrada daqueles dois navios.
ALGARVE – imo 5502035/ 51,54m/ 472tb/ 9 nós; 17/05/1939 entregue por NV Boele, Bolnes, a NV Hammerstein's Reederijbedrijf, Roterdão, parte da 2ª guerra mundial esteve sob o controlo do Ministério da Guerra e dos Transportes (MoWT), Londres, gerido pelo armador John Kelly, tendo participado em várias operações de guerra na costa de França; 1945 foi devolvido ao seu armador Holandês; 1953 ALGARVE, NV Rotterdamsche Kustvaart Centrale/Rotterdamsche Kolen Centrale, Roterdão; 1959 ANTONIOS II, Stavros Daifas & Co., Lavrion, Grécia; 1963 ANTONIOS, N. Diakos & C. Koutouvalis, Lavrion, Grécia; 23/08/1964 naufragou ao largo de Santorin, Grécia.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.
(continua)
Rui Amaro 

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terça-feira, 1 de maio de 2012

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 219


O VAPOR FRANCÊS "CAMBRONNE", QUE DESDE ALGUM TEMPO SE ENCONTRAVA A AGUARDAR ORDENS NO RIO DOURO DEVIDO Á EXPECTATIVA DE GUERRA NA EUROPA, LARGOU COM RUMO NÃO DIVULGADO


A 16/09/1939 deixava a sua amarração no lugar do cais do Cavaco, margem esquerda do rio Douro, onde se encontrava a aguardar ordens, devido à expectativa de situação de guerra na Europa, conduzido pelo piloto José Fernandes Amaro Júnior, o vapor Francês CAMBRONNE, que após a saída da barra tomou rumo não divulgado.
CAMBRONNE – Tipo Standard "C"/ imo 5604508/ 106m/ 3.059tb/ 10nós; 30/04/1919 lançado à agua pelo estaleiro Greenock & Grangemouth Dockyard, Grangemouth, como WAR HORIZON ao Shipping Controller, Governo Britânico, Londres, como esforço de guerra, contudo entregue a 06/1919 como CAMBRONNE à Compagnie Nantaise des Chargeurs de l'Ouest, Nantes; 1937 CAMBRONNE, Compagnie Generale Transatlantique, Nantes; 1939 CAMBRONNE, Compagnie Generale d'Armement Maritime, Nantes; 1940 CAMBRONNE, confiscado em Bordéus pelas forças invasoras Nazis, ficando sob gestão da Dampfs. Reed. Hugo Ferdinand, Rostock; 11/03/1945 bombardeado e afundado enquanto em Hamburgo recebia fabricos em doca seca; 1950 posto a reflutuar; 1951 demolido em Hamburgo.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, War Standard Ships.

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