domingo, 27 de fevereiro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 154

UMA FORÇA NAVAL DE QUATRO VASOS DE GUERRA PORTUGUESES DEMANDA O RIO DOURO


A força naval amarrada entre os lugares de Massarelos e do Bicalho, mostrando-se da esquerda para a direita as seguintes unidades: NRP GONÇALO VELHO, NRP TAMEGA, NRP CARVALHO ARAÚJO, NRP LIMA e NRP ZAIRE. A primeira embarcação à esquerda é o Lorde Inglês SAINT GEORGE, do Royal Thames Yacht Club, que se encontrava de visita à cidade do Porto / foto de autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /.


A 14/06/1934, pelas 10h00, entrou a barra do Douro uma força naval de quatro vasos de guerra Portugueses, composta pelo NRP GONÇALO VELHO, aviso de 2ª classe, pilotado pelo cabo-piloto Alexandre Cardoso Meireles; NRP LIMA, contratorpedeiro, cabo-piloto António da Silva Pereira; NRP TAMEGA, contratorpedeiro, piloto João Pinto de Carvalho e o NRP CARVALHO DE ARAÚJO, aviso de 2ª classe, piloto Manuel de Oliveira Alegre, amarrando no lugar de Massarelos por vante da canhoneira NRP ZAIRE, da fiscalização das pescas, que já ali se encontrava, no seu ancoradouro habitual. Nestes tempos competia aos cabos-pilotos conduzir as manobras das unidades navais.

O NRP LIMA passara a barra do Douro pela sua primeira vez.

Aquela flotilha deslocou-se ao porto do Douro para prestar honras ao Chefe de Estado General Óscar Fragoso Carmona, que veio ao Porto acompanhado dos ministros da Marinha, da Guerra, das Colónias, do Interior, da Justiça e da Instrução, e também vieram muitos oficiais das forças armadas e a banda da Armada, a fim de inaugurar a Exposição Colonial, instalada na nave e jardins do Palácio de Cristal, cuja abertura ao público foi a 16 de Junho e encerrada a 15 de Setembro.

A 19 de Junho, conduzidas pelos mesmos práticos, aquelas unidades navais zarparam do rio Douro de rumo ao porto de Viana do Castelo, em visita oficial.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior

(continua)

Rui Amaro


ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s)neste Blogue, o que muito se agradece.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 152



O PETROLEIRO PORTUGUÊS "COIMBRA" EM LEIXÕES

A 31/05/1934, pelas 19h00, entrou no porto de Leixões o petroleiro Português COIMBRA, que se encontrava ao serviço da Socony Vacuum, tendo atracado de popa ao cais acostável do Molhe Sul e de proa virada a norte a dois ferros, a fim de descarregar gasolina, ficando de permanência a bordo o piloto, que lhe deu entrada e saída, Júlio Pinto de Almeida, na eventualidade de uma largada de emergência. O petroleiro ficou amarrado naquela posição, sendo a trasfega efectuada através de mangueiras estabelecidas para terra, a fim de evitar embates perigosos contra a muralha devido à ondulação, que sempre se fazia sentir dentro do porto.

COIMBRA (1) - 120m/ 4.926gt/ 11 nós; 04/1916 entregue pelos estaleiros Greenock & Grangemouth Dockyard Co., Ltd., Greenock, como VENNACHAR para o armador Gow Harrison & Co., Glasgow; 1923 WANDSWORTH WORKS, Vaccuum Oil Co., Rochester; 1932 COIMBRA, Empresa de Navegação Luso marroquina, Lda., Lisboa, continuando a operar para a Vacuum Oil Co.; 13/11/1935 entregue a sucateiros para desmantelamento no porto de Lisboa.


Desenho do petroleiro Inglês COIMBRA visualizado por Rui Amaro

COIMBRA (2) - O estaleiro Howaldtswerke AG., Kiel, em 1937 lançou à água um petroleiro denominado COIMBRA, 129m/6.768tb, bandeira Inglesa, para o armador Standard Vacuum Transportation Co. Ltd., Londres, o qual foi torpedeado em 15/01/1942, na costa de Long Island à vista de terra, pelo submarino Alemão U123, perecendo no inferno de chamas 36 tripulantes, incluindo o seu capitão, salvando-se apenas 6 elementos bastante maltratados. Esse novo petroleiro, que foi um dos primeiros navios aliados a ser atacado junto da costa dos E.U.A., transportava na ocasião do ataque um carregamento completo de óleos lubrificantes para Inglaterra, caso não se tivesse iniciado a segunda guerra mundial, arvoraria o pavilhão de Portugal, substituindo o referido petroleiro Português COIMBRA, que entretanto fora abatido.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Lloyd's Register of Shipping.
(continua)
Rui Amaro

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 151

O NAVIO-ESCOLA POLACO "ORP ISKRA" (1) DEMANDOU O PORTO DE LEIXÕES


ORP ISKRA (1) /autor desconhecido . Photoship Co., UK /.


A 27/05/1934, pelas 18h00, fundeou na bacia do porto de Leixões, o lugre-motor escola de três mastros Polaco ORP ISKRA (1), piloto José Fernandes Amaro Júnior, procedente de Cherbourg. Aquele navio escola efectuava um cruzeiro de instrução de cadetes da Escola Naval da Polónia, e passados dois dias saiu, piloto Manuel Pinto da Costa, rumando ao porto Tunisino de Bizerta.

http://histmag.org/?id=3134

http://www.polishnavy.pl/PMW/ships/auxiliary/iskra/iskra_01.gif

ORP ISKRA (1) – 50,72m/ 373,22tb/ área bélica 693,3m2/ 70 tripulantes e alunos; 1917 entregue pelo estaleiro G. M. Muller, Foxhol, como VLISSINGEN a Zeevaartr Mij., gestores. Hudig & Veder, Roterdão; 1921 ST. BLANC, A. Kennedy Ltd., Glasgow; 01/01/1927 ISKRA, adquirido pela Marinha de Guerra Polaca, tendo navegado de Grangemouth para Gdinia sob temporal desfeito; 05/6/1928 ORP ISKRA (1), sofreu modernização na doca seca do estaleiro Danziger Werft und Eisenbahnwerkstaten A.G. e de seguida iniciou cruzeiros de treino no mar Báltico; 13/09/1939 resgata a tripulação do navio Francês PLUTON, que fora vítima de explosão no convés; 30/12/1940 ORP ISKRA (1) vindo do Mediterraneo, devido à situação de guerra acolhe-se a Gibraltar e é emprestado à Marinha Real Britânica; 03/1941 HMS PIGMY, navio de apoio à 8ª esquadrilha de submarinos e lanchas torpedeiras; 31/03/1941 ISKRA, navio caserna em Gibraltar; 11/08/1941 ISKRA, navio depósito das forças costeiras Britãnicas; 19/01/1945 ISKRA desactivado; 1947 ISKRA em trabalhos de restauração nos estaleiros de Gibraltar e Portsmouth; 04/1948 ORP ISKRA (1), reentra ao serviço da Marinha de Guerra da Polónia; 1977 ORP ISKRA (1), abatido ao efectivo; 1980 ISKRA desnantelado para sucata; 1982 entrou ao serviço um novo navio-escola, um lugre-patacho, que também foi baptizado com o nome de ORP ISKRA (2), e ainda hoje está ao serviço da Escola Naval da Polónia, tomando parte em vários eventos marítimos internacionais e como tal escalou o rio Douro em 1994, inserido na Cutty Sark Tall Ships Race – Prince Henry Memorial.


O ORP ISKRA (2) saindo a barra do Douro em 07/08/1994, aquando da Cutty Sark Tall Ship's Race / Prince Henry Memorial 1994 - Plymouth, Corunha, Porto / Rui Amaro /.


ORP ISKRA (2) – 50,3m/ 381tb/ 11nós/ 65 tripulantes e alunos/ Área bélica 1.050m2; 11/08/1982 entregue pelo estaleiro Stocznia Gdanska, Gdansk, à Marinha de Guerra da Polónia, Gdinia; 12/02/2011 continua em serviço activo: Gémeos: POGORIA, Polaco / KALIAKRA, Bulgaro.

ORP correponde a "Okręt Rzeczypospolitej Polskiejpolarize" / "Navio de Guerra da Republica da Polónia".

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Marinha de Guerra da Polónia, Photoship Co. Uk

(continua)

Rui Amaro


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sábado, 12 de fevereiro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 150


O VAPOR PORTUGUÊS "CORTE REAL" DEMANDOU A BARRA DO DOURO NA SUA VIAGEM INAUGURAL



A 30/04/1934, pelas 13h00, o vapor Português CORTE REAL demandou o rio Douro pela primeira vez, indo amarrar no lugar do Quadro da Alfandega, conduzido pelo piloto Mário Francisco da Madalena. Aquela nova unidade da Marinha Mercante Nacional, agenciada na cidade do Porto pela firma David José de Pinho & Filhos, Lda, pertencia à Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, Ponta Delgada, vindo suprir a falta do malogrado vapor ANGRA naufragado no lugar de Lavadores, junto à praia do Cabedelo da barra do Douro, em 27/12/1933.

O CORTE REAL, 90m/2.044tb, fora construído e entregue em 06/1922 pelos estaleiros Holandeses A. Vuijk & Zonen em Capelle a/d Ysel, tomando o nome de PEURSEN, para o armador Holandês Stoomvaart Mij. Amesterdão, tendo sido registado a 03/04/1934 na capitania do porto de Ponta Delgada.

A 12/04/1941, pelas 16h45, aquele vapor de nacionalidade neutral, que navegava capitaneado pelo Cdt. José Narciso Marques Júnior, a cerca de oitenta milhas, na latitude do porto de Lisboa, em viagem deste último porto com escala pelo porto de Leixões e de rumo aos portos do Funchal, Ponta Delgada e Nova Iorque com carga diversa, foi torpedeado e afundado pelo submarino alemão U-83 do comando do Kapt. Leut. Hans Werner Kraus, tendo sido salva toda a sua tripulação num dos dois salva-vidas e no escaler de bordo, que foram rebocados pelo submarino cerca de 20mn, tendo então os náufragos remado para a costa, até que foram encontrados pelo cahique de pesca A DEUS, da Fuzeta, cujo mestre se prontificou a rebocar a balieira e o escaler para Cascais, contudo uma lancha da Corporação de Pilotos do Tejo, foi ao seu encontro, tendo trazido a reboque o cahique e as duas embarcações para Cascais, e de seguida subiu o Tejo, tendo desembarcado todos os náufragos em Lisboa a 14/10/1941.

http://en.wikipedia.org/wiki/German_submarine_U-83_(1940)

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Lloyd's Register of Shipping; A. A. de Moraes.

Imagem: autor desconhecido - Colecção F. Cabral, Porto

(continua)

Rui Amaro

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