quinta-feira, 14 de outubro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 101

O NAVIO-ESCOLA “NRP SAGRES” DEMANDA O PORTO DE LEIXÕES PELA PRIMEIRA VEZ


O NRP SAGRES demandando o porto de Leixões em 14-08-1952 /Jornal O COMÉRCIO DO PORTO /.

A 18/09/1932, pelas 12h30, demandou o porto de Leixões, pela primeira vez, o NRP SAGRES, navio-escola da Armada Portuguesa, que aparelhava em barca de três mastros. Aquela famosa e útil unidade naval efectuava um cruzeiro de cadetes sob o comando Cten António Alemão de Cisneiros e Faria. A manobra de acesso ao porto foi dirigida pelo piloto Manuel Pinto da Costa, que a fez ancorar ao Norte a dois ferros, de onde passado três dias saiu conduzida pelo mesmo piloto, rumando ao Tejo.
Durante a sua estadia na bacia do porto de Leixões, aquele belo navio de velas da Marinha Nacional chamou aos cais próximos, uma enorme multidão de curiosos que não o deixaram de admirar.
NRP SAGRES, cff 97,85m/ cpp79,25m/ 3.116td – O segundo navio da Marinha Portuguesa a receber o nome SAGRES foi construído nos estaleiros da Rickmer C. Rickmers, em Geestmunde, na Alemanha em1896.
RICKMER RICKMERS foi o seu primeiro nome e pertencia ao armador Rickmer Reismuehlen, Rickmers Linie, Bremerhaven, companhia de navegação ainda hoje solidamente existente e operando uma potencial frota de modernos e funcionais navios de vários tipos e tráfegos em todas rotas mundiais, como sempre foi seu timbre, nomeadamente com os seus famosos “square riggers”.
Com casco e aparelho em aço, possuía três mastros e armava em galera. O mastro grande e o traquete eram prolongados com dois mastaréus, e a gata com apenas um. Nos dois primeiros cruzavam seis vergas. O navio possuía castelo e tombadilho e ainda duas superstruturas, a ré dos mastros grande e traquete. O seu interior encontrava-se dividido em três pavimentos.
Em 08/1896 iniciou a sua actividade na marinha mercante Alemã com uma tripulação de 22 homens.
Em 1904, quando se encontrava a navegar no Atlântico Sul, foi apanhado por um violento temporal tendo desarvorado o mastro da gata e perdido outras vergas. Arribou então à cidade do Cabo, na África do Sul, e aí foi sujeito às necessárias reparações para poder voltar a navegar. A partir de então passou a armar em barca.
Em 1912 foi vendido ao armador Carl C. Krabbenhoft & Boch, com sede em Hamburgo, e o seu novo proprietário registou-o com o nome de MAX.
Foi basicamente utilizado desde a sua construção, como navio de transporte de carga entre a Europa e os portos da Ásia e Américas. As principais matérias-primas transportadas foram os cereais, o carvão, o arroz e os nitratos.

O NRP SAGRES toda bela e donairosa mostrando a sua imponência ao largo de Portsmouth na década de 50 / Revista FLAMA /.

A barca MAX, que a 01/03/1916, devido à eclosão do conflito mundial, se encontrava internada no porto da Horta, nos Açores, com um carregamento de nitratos, foi então apresada por ordem do governo Português. Recebeu o nome de FLORES quando foi registada com bandeira de Portugal, tendo sido um dos 75 navios Germânicos e Austríacos que se refugiaram em portos do império Português no inicio da 1ª guerra mundial, tendo os mesmos sido requisitados e apreendidos entre 02 e 07/1916, pelo governo de Portugal, devido à ameaça de paralisação do seu comércio marítimo, motivada pelo estado de guerra iniciada em 1914, assim como da enorme carência de navios mercantes e para sua exploração foi formada a empresa estatal TME -Transportes Marítimos do Estado.
Em face de tal situação, e como motivo principal, o governo Alemão apresentou, a 09/03/1916 a sua declaração de guerra a Portugal, o que originou a sua entrada inesperada no conflito, vendo-se então o nosso país confrontado com a falta de meios navais, que tiveram de ser requisitados à marinha mercante e às pescas, tendo alguns navios sido adaptados a transportes militares, cruzadores auxiliares e draga-minas, etc.
No entanto, até 1920 aquele navio foi utilizado pelo governo Inglês, mantendo no entanto bandeira e tripulação Portuguesas.

A NRP SAGRES em Portsmouth na década de 50 /Revista FLAMA /.

A partir de 1920, integrado na frota do TME – Transportes Marítimos do Estado, de Lisboa, serviu como navio mercante de transporte de mercadorias entre Lisboa, Açores, África do Sul, Antilhas e portos Europeus em França e Espanha.
A 14/05/1924, depois de ter sido entregue ao Ministério da Marinha foi classificado como navio-escola.
Efectuou, entre 1927 e 1931, três viagens de instrução. Em 1931 foram instalados a bordo dois motores diesel e dois hélices de passo variável.
Em 1958 venceu a regata organizada pela Sail Training Association entre Brest e Las Palmas. O troféu pode ser visto hoje a bordo do navio em Hamburgo.
Como navio-escola teve uma guarnição de 181 homens mas chegou a embarcar, nalgumas viagens de instrução de cadetes e de alunos marinheiros, mais de 400 militares.
Neste período o navio navegou o equivalente a dez voltas ao mundo, tendo levado a todos os continentes, a Cruz de Cristo inscrita nas suas velas altaneiras a mensagem viva e fremente da Casa Lusitana ao mundo que os Portugueses descobriram e desbravaram, e aos povos que conheceram primeiro. A sua figura de proa, o busto forte, varonil e dominador do Infante D. Henrique, seu patrono, toda essa epopeia de Quinhentos, e nela a vocação marinheira de Portugal, encontra-se hoje no Museu de Marinha.

O NRP SAGRES em Portsmouth na década de 50 /Revista FLAMA /.

Em Setembro de 1961, poucos dias antes de o governo Português adquirir ao Brasil o navio-escola NE GUANABARA, navegou pela última vez com bandeira Portuguesa.
Na portaria nº 18997 de 30 de Janeiro de 1962, em que a novo NRP SAGRES, é aumentado ao efectivo dos navios da Armada, o seu antecessor foi classificado como navio-depósito, com o nome de NRP SANTO ANDRÉ. Em 1975 foi abatido ao efectivo dos navios da Armada Nacional.
Através de um protocolo, assinado no dia 28/04/1983, o navio foi entregue desguarnecido à fundação Alemã WINDJAMMER FUR HAMBURG, que em troca, entregou à Marinha de Guerra Portuguesa, o ANNE LINDE construído na Holanda em 1977, que passou a ser o NRP POLAR, 22,9m/ 70td., navio-escola, que arma em iate, dedicado à instrução e treino de cadetes da Escola Naval. O SANTO ANDRÉ foi então rebocado até Hamburgo, depois de um período de fabricos, que incluiu a pintura do casco com a cor verde original, foi aberto ao público como nsvio-museu com o seu primeiro nome original RICKMER RICKMERS. Alberga actualmente, entre outras funcionalidades, um restaurante e um museu, que conta com inúmeras peças cedidas, a título de empréstimo, pelo Museu de Marinha de Lisboa.
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Imprensa diária; Revista da Armada nº 378 de 08/2005 – Cten António Manuel Gonçalves.
(continua)
Rui Amaro


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 100

O PAQUETE INGLÊS “HOLBEIN” PERDE A AMARRA DE BOMBORDO NO PORTO DE LEIXÕES E ATRASA A SAÍDA



A 16/08/1932, pelas 22h00, o paquete Inglês HOLBEIN, piloto Francisco Luis Gonçalves, estava a manobrar para deixar o porto de Leixões com destino aos portos do Brasil e Rio da Prata com escala pelo porto de Lisboa. No momento de desandar sobre o ferro de bombordo e com a máquina a um quarto de força avante, partira-se-lhe a corrente, que foi para o fundo, juntamente com o ferro, pelo que não teve outra alternativa, se não permanecer até às 03h00 do dia 17, saindo do porto após ter sido emanilhada uma nova amarra e o respectivo ferro.

O HOLBEIN, 139m/ 6.278tb/12nós, foi construído em 01/1915 pelo estaleiro D. & W. Henderson & Co., Glasgow, para a Lamport & Holt Line, Liverpool, tendo retomado o tráfego do Brasil e Rio da Prata após a 1ª Guerra Mundial e a 29/03/1935 chegava a Savona para desmantelamento.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Lamport & Holt Line.

(continua)

Rui Amaro

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 99

O VAPOR SOVIÉTICO “KRASNY PROFINTERN” DEMANDA O PORTO DE LEIXÕES PARA OPERAÇÕES COMERCIAIS NO LONGO INTERREGNO DA NAVEGAÇÃO RUSSA EM PORTUGAL


O NEFTESYNDICAT S.S.S.R. fundeado no porto de Leixões/ imagem de "O Comércio do Porto" - Colecção Reinaldo Delgado /.


A 17/07/1932, pelas 13h15, entrou no porto de Leixões o vapor Soviético KRASNY PROFINTERN, ficando amarrado ao Norte a dois ferros e durante a sua curta estadia a tripulação foi impedida de vir a terra, tendo para tal proibição permanecido a bordo, ao portaló, agentes da PIDE - Policia Internacional e de Defesa do Estado e da Policia Marítima. Aquele vapor seguiu viagem no dia seguinte.

O KRASNY PROFINTERN, que veio consignado aos agentes Burmester & Cia., Lda., foi o segundo vapor Soviético a escalar o porto de Leixões e o primeiro a realizar operações comerciais de entre quatro navios, poucos anos depois da proclamação Bolchevique na Rússia, e até à revolução dos Cravos em Portugal, devido ao corte de relações diplomáticas entre os governos de Portugal e da USSR, era comandado pelo Capitão Cequref e procedia do porto Russo de Novorossisk, no Mar Negro, com 17 dias de viagem, trazendo a bordo 1 passageiro em transito e carga diversa, destinando-se ao porto de Hamburgo.


O iate FAMALICÃO 3º fundeado no porto de Leixões / imagem de "O Comércio do Porto" . Colecção Reinaldo Delgado /.


O primeiro foi o petroleiro NEFTESYNDICAT S.S.S.R., 143m/8.228tb/1928, que quando em rota do Mar Negro para o porto de Amesterdão, aportou ao porto de Leixões, a fim de conduzir a reboque o iate Português FAMALICÃO 3º, 40m/134tb/1922, que por alturas da Corunha se encontrava em dificuldades, possivelmente desarvorado, tendo revertido para Sul a sua navegação, o que foi digno de registo, pois como seria natural poderia tê-lo deixado no porto Galego mais próximo, contudo essa acção filantrópica do capitão Russo não entendida pelas autoridades politicas e marítimo-portuárias, que não autorizaram a vinda da sua equipagem a terra, nem tão pouco o contacto da tripulação socorrida com a salvadora, se bem que a navegação Soviética não estava inibida de escalar portos Portugueses, o que tinha era de se sujeitar às regras portuárias em vigor. O último dos quatro navios das cores Soviéticas foi o KRASNOARMEYSK, 104,5m/3.019tb/1968, em 05/03/1972.


O KRASNOARMEYSK atracado à doca 1 do porto de leixões em 05/03/1972 / foto de Rui Amaro /.


O KRASNY PEOFINTERN carregou um conjunto de jaulas, com animais vivos, que estiveram presentes numa exposição levada a efeito nos jardins do Palácio de Cristal. Os animais em questão pertenciam a um circo Alemão, que teve agendado diversas actuações na Rússia. Durante a estadia no porto, assistiu à manobra de entrada o piloto Francisco Piedade e durante a saída com destino ao porto de Hamburgo, esteve presente o piloto Júlio Pinto de Almeida.

Anteriormente ao corte das ditas relações diplomáticas, era normal verem-se embarcações Russas no rio Douro, nomeadamente de vela, e alguns iates e palhabotes daquela nacionalidade foram adquiridos e convertidos em fragatas para o tráfego fluvial e local, sobretudo após a grande cheia do rio Douro de 1909, devido ao afundamento de um enormíssimo número de barcaças e fragatas, levados rio abaixo pela impetuosa corrente, e perdidos no rio, costa e mar.

KRASNY PROFINTERN – 106m/ 4.648tb/ 9kn; 17/02/1902 entregue por Roberts Craggs & Sons, Middlesbrough, como HAFIS a Sanders & Renck, Hamburgo; 1904 ARGUN, Imperial Marinha de Guerra Russa, operado como carvoeiro; 08/1920 ARGUN, Mortran, operado como navio carvoeiro; 01/1921 ARGUN, Imperial Marinha de Guerra Russa, operado como carvoeiro; 06/1921 KRASNY PROFINTERN,

Baltic Steamship/Sovtorgflot, Leninegrado; 14/02/1943 torpedeado e afundado pelo submarine U-19, Kptlt Hans- Ludwig Gaude, a Sueste do porto de Tuapse, Mar Negro.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Reinaldo Delgado/Blogue Navios e Navegadores; Roberts Craggs & Sons Co., Ltd.

(continua)

Rui Amaro

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 98

QUATRO BARCOS DA FANECA DE PENDÃO AO ALTO POR ALTURAS DA CAPELINHA DO SENHOR DA PEDRA E A SEMPRE SOLICITA LANCHA DE PILOTOS EM SEU SOCORRO


A lancha de pilotar P1 no porto de Leixões em 1955 / Gravura do Diário do Norte /.


A 11/07/1932, pelas 14h00, por ordem do capitão do porto de Leixões, e mais uma vez como alternativa às lanchas salva-vidas do ISN – Instituto de Socorros a Náufragos, se bem que desta, fora pela ausência do salva-vidas auto propulsor CARVALHO ARAÚJO, que se encontrava em Lisboa em reparação, devido a ter sido uma das vitimas da tragédia da barra do Douro, que ficou a ser lembrada como “O ENCALHE DO GAUSS”, saiu daquele porto a lancha dos pilotos P1 em socorro de quatro barcos da faneca, que se encontravam, com pendão ao alto (a), ao Sul da barra do Douro, mais propriamente por alturas da capelinha do Senhor da Pedra, sem hipóteses de alcançarem bom porto, devido à forte Nortada, que se fazia sentir na costa.

A lancha, timonada pelo cabo-piloto Paulino Pereira da Silva Soares, regressou ao porto de Leixões ao anoitecer, trazendo as quatro embarcações a reboque, sem mais percalços. Note-se que a P1 nesse tempo, embora de convés, não era cabinada, apenas possuía a caixa da máquina e uma espécie de gaiuta aberta, onde aquele cabo-piloto de mãos nas malaguetas da roda do leme, conduzia a lancha, e debaixo de vento de Nortada, não era nada agradável para os quatro membros da tripulação, pois só providos de capa de oleado e capuz minimizava as encharcadelas próprias de mar de Nortada ou da chuva em dias molhados.

No caso de embarcações em dificuldades, localizadas a maiores distâncias do Douro ou Leixões, o capitão do porto ordenava a saída de um rebocador, ou por vezes eram trazidas por vapores que rumavam a Norte deixando-as o mais próximo daqueles dois portos, ou do centro piscatório a que pertenciam as embarcações socorridas.


Um barco das peças (pesca de redes de emalhar da sardinha) / Imprensa diária - 1955 /.


Pendão ao alto: uma peça de pano, normalmente vestuário, colocado no topo de um mastro, vara ou remo ao alto, chamando a atenção para dificuldades que surgiram na embarcação e necessitando de socorro urgente.

Fonte: José Fernandes Amaro Júnior

(continua)

Rui Amaro

domingo, 3 de outubro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃFO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 97

O PILOTO JOSÉ FERNANDES AMARO JÚNIOR VAI PRESTAR SERVIÇO EFECTIVO NO PORTO DE LEIXÕES EM SUBSTITUÇÃO DO PILOTO ELISIO DA SILVA PEREIRA QUE REGRESSA AO PORTO DO DOURO


Os pilotos Elísio da Silva Pereira e José Fernandes Amaro Júnior junto da estação de pilotos da Cantareira


A 06/06/1932, pelas 12h00, o piloto José Fernandes Amaro Júnior preparava-se para seguir para a estação de pilotos de Leça da Palmeira, a fim de substituir o seu colega Elísio da Silva Pereira, que iria regressar à estação da Cantareira, após alguns anos de serviço efectivo no porto de Leixões, quando foi avisado pelo piloto-mor José Rodrigues Brandão, para que não seguisse e aguardasse ordens superiores. Aquela contra-ordem foi devida a ter de levar um oficio do Chefe do Departamento Marítimo do Norte para entregar ao capitão do porto de Leixões, relativo à sua transferência do porto do Douro para o porto de Leixões, onde iria prestar serviço efectivo durante cerca de dois anos ou mais se assim o entendesse, e como tal retomou o serviço normal no rio Douro, pelo que a 7 deu entrada ao vapor Português ZÉ MANEL, que demandou a barra em 15 pés de calado e foi amarrar no pião das barcas do seu armador, Sociedade Geral, situado no lugar do cais do Monchique, que foi o seu último serviço no rio Douro, tendo ficado ao primeiro da escala de serviço todo o Domingo, dia 12.

A 13, pelas 13h00, o piloto José Fernandes Amaro Júnior dirigiu-se para Leça da Palmeira, apresentando-se ao sota-piloto-mor António Joaquim de Matos, que por sua vez o foi apresentar ao capitão do porto e assim permaneceu no serviço efectivo durante cerca de dois anos, mais propriamente até 02/07/1934, tendo a 30 de Junho pilotado de saída o paquete Brasileiro RAUL SOARES, após ter apresentado requerimento ao Chefe do Departamento Marítimo do Norte a 05/06/1934, o qual foi deferido, favoravelmente a 27/06/1934.

Fonte: José Fernandes Amaro Júnior

(continua)

Rui Amaro