sábado, 25 de setembro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 95-A



RECORDANDO A TRAGÉDIA NA BARRA DO DOURO QUE FICOU CONHECIDA COMO “O ENCALHE DO GAUSS” (Parte l - O encalhe e a tragédia)


O rebocador MARS 2º auxiliado por uma das lanchas salva-vidas da barra do Douro tenta estabelecer o cabo de reboque para iniciar as operações de flutuação do navio-motor GAUSS /(c) foto de autor desconhecido /.


A 11/05/1932, os vapores Portugueses ALFERRAREDE, SAN MIGUEL e SANTA IRENE; Dinamarquês TOMSK; Norueguês TEJO e o Inglês PALMELLA preparavam-se para largar dos seus ancoradouros no porto comercial do Douro e aproados à barra, ferros a prumo, encontravam-se os vapores Português CONGO, Belga RIP e o navio-motor Alemão GAUSS, que pilotados aguardavam sinal de bandeiras em terra para se fazerem à barra.

Pelas 17h30, o piloto-mor Francisco Rodrigues Brandão fez hastear nos mastros do cais do Marégrafo e do castelo da Foz o grupo de bandeiras indicativo do calado de água de 16,5 pés, pelo que o GAUSS, cuja manobra era orientada pelo piloto António Duarte, faz o enfiamento à barra, marca nova do Mato (Três Orelhas) pelo Anjo, vindo embalado sob vaga alta, correndo ora a estibordo ora a bombordo. Quando alcança a bóia da barra foi apanhado por uma volta de mar mais alterosa, que o fez desgovernar demasiado a estibordo, isto é a Sul do canal de navegação, indo sobre a restinga do Cabedelo, apesar das manobras imediatas executadas para o evitar, acabando por se deter encalhado de proa ao mar.

Dada a situação critica daquele navio-motor, saiu da Cantareira para o local do sinistro a lancha de pilotar P4, levando a bordo, além da sua equipagem, os pilotos António Gonçalves dos Reis, Joaquim Matias Alves, José Fernandes Amaro Júnior, Hermínio Gonçalves dos Reis, Francisco Soares de Melo, Bento da Costa e Aires Pereira Franco. Os salva-vidas VISCONDE DE LANÇADA, da Foz e o GONÇALO DIAS. da Afurada também se apressaram a ir para a barra. Também compareceram, como era o usual naquelas situações, os rebocadores MARS 2º, LUSITÂNIA, NEIVA e DOURO PRIMEIRO. Além disso, acorreram à Foz do Douro as seguintes corporações de bombeiros, com o seu material de socorros a náufragos: Voluntários do Porto, Portuenses, Leixões, Matosinhos e Leça, que começaram a actuar, juntamente com o pessoal da estação de socorros a náufragos da Foz do Douro, que tinha à sua frente o destacado e conhecido cabo-piloto Alexandre Cardoso Meireles, responsável daquela estação e especialista no lançamento de foguetões para estabelecimento do cabo de vaivém. Aquele cabo-piloto orientava as operações de lançamento dos foguetões, a fim de se tentar resgatar os náufragos de bordo do GAUSS, apesar da situação a bordo não ser muito critica, contudo havendo necessidade de retirar os passageiros e alguma tripulação, que pudesse ser dispensada. Logo de início, já com alguma dificuldade, a lancha P4 consegue acostar ao navio, e subiram para bordo os pilotos Joaquim Matias Alves e Bento da Costa, a fim de auxiliarem o seu colega António Duarte nas manobras da tentativa de desencalhe do navio.


O CARVALHO ARAÚJO, década de 50 em operações de adestramento de pessoal do ISN, que foi uma das lanchas salva-vidas tragicamente acidentadas /(c) Foto Mar - Leixões /.


Entretanto, vindo do porto de Leixões cruzou a barra, aproveitando um ligeiro liso de mar, o salva-vidas a motor CARVALHO ARAÚJO trazendo a reboque o salva-vidas a remos PORTO, que ruma ao local do encalhe. Porém a maresia, que se mostrava um tanto agitada, nomeadamente na restinga, caiu sobre as duas lanchas salva-vidas, originando ter-se partido o cabo de reboque. O salva-vidas PORTO, à força de remos, aos baldões provocados pelo mar em fúria, tenta aproximar-se e abordar o GAUSS. Milhares de pessoas nas margens, principalmente no cais do Touro e na Meia Laranja, assistem ansiosas e emocionadas às evoluções daquela embarcação, que as consecutivas voltas de mar fazem com que desapareça, por instantes, no seu vão e ameaçam fazê-la submergir a qualquer momento e de facto o salva-vidas PORTO é envolvido por enorme andaço de mar e volta-se lançando nas águas revoltas os seus ocupantes. Um grito geral de angústia e de aflição sai das bocas de muitas pobres mulheres, que se encontravam ao longo do areal do Cabedelo e dos cais da Foz do Douro, muitas das quais eram familiares dos tripulantes dos dois salva-vidas. Os náufragos envolvidos, pela maresia, nadam numa luta desesperada para atingir a praia, Uns conseguem-no e outros perdendo as forças desaparecem nas profundezas daquelas malditas águas revoltas.


José Rabumba (O Aveiro) heróico patrão da lancha salva-vidas CARVALHO ARAÚJO


O salva-vidas CARVALHO ARAÚJO, sem olhar a riscos, acorre pressuroso, investindo contra as perigosas voltas de mar, para o local do sinistro na vã tentativa de socorrer os náufragos. Contudo a maresia cada vez mais perigosa preparou-lhe o mesmo e trágico desfecho do seu companheiro. Num esforço supremo José Rabumba, “O Aveiro”, patrão daquele eficiente salva-vidas, vendo a aproximação de uma volta de mar descomunal, agarrou-se ao mastro da sua embarcação no intuito de a equilibrar. Infelizmente não foi bem sucedido. As águas revoltas, em breve, dão-lhe destino idêntico ao do salva-vidas PORTO, voltando-o e lançando os seus tripulantes borda fora, sendo levado aos trambolhões até se deter no areal do Cabedelo sem qualquer elemento da sua companha a bordo, os quais se juntaram aos seus camaradas do salva-vidas PORTO, debatendo-se a nado sobre as ondas, tentando alcançar o areal e novo momento de pavor e uma emoção formidável se passa com as centenas de pessoas, ouvindo-se de novo gritos lancinantes de desespero. Dezassete vidas debatem-se em pleno mar enfurecido sobre a restinga da barra, sem que de terra, das embarcações próximas ou mesmo de bordo do GAUSS lhes pudessem valer.

No Cabedelo inúmeros e abnegados pescadores da Afurada, que assistiam ao desenrolar do sinistro, lançaram-se ao mar no desejo de socorrerem aqueles náufragos, que ainda se debatiam com os enormes vagalhões. Gesto heróico o desses bravos lobos-do-mar ao enfrentar o perigo na ambição humana e nobre de salvarem os seus irmãos. Pereceram seis tripulantes, salvando-se os restantes onze, que esforçadamente nadaram para o areal do Cabedelo, quando na tentativa precipitada de resgatarem os seus camaradas de profissão, que se encontravam a bordo do GAUSS, o qual apesar de encalhado, não lhes fazia correr qualquer perigo de vida, dada a sua localização.


O PORTO, década de 50 em operações de adestramento da sua companha, que foi uma das lanchas salva-vidas dos Douro/Leixões, tragicamente acidentadas /(c) Foto Mar - Leixões /.


Às 19h00 começou a ser desembarcado o pessoal a bordo do GAUSS, através do cabo de vaivém, que fora estabelecido a partir do areal do Cabedelo. Os primeiros elementos a pisar terra foram dois passageiros e até à meia-noite haviam desembarcado dez tripulantes e os três pilotos da barra, tendo permanecido a bordo os seguintes elementos: capitão, imediato, chefe de máquinas, cozinheiro e o despenseiro, a fim de estarem de prevenção para qualquer eventualidade.

O primeiro foguetão a estabelecer contacto com o navio sinistrado foi o da estação de socorros a náufragos da Foz do Douro, lançado da praia das Pastoras pelo cabo-piloto Alexandre Cardoso Meireles, auxiliado por alguns pilotos da barra, contudo acabou por ser desmontado devido à distancia a percorrer, entre o navio e a margem Norte, ser excessiva. Em face dessa contrariedade, foi o material transferido para a ponta do Cabedelo, local onde também compareceram as várias corporações de bombeiros, pessoal da Capitania, rádio naval de Lavadores, guarda fiscal e na margem Norte os policias da esquadra da Foz e as viaturas e ambulâncias dos Bombeiros e da Cruz Vermelha. Toda a noite e pela madrugada, um projector do exército operado por militares e outro do rebocador LUSITÂNIA, fundeado a meio do rio, alumiavam a área das operações de salvamento.

Os vapores, que no rio se encontravam prontos para sair, foram impedidos de o fazer assim como aqueles, que pilotados aguardavam entrada na barra, tiveram de permanecer fundeados ao largo da costa esperando por melhor oportunidade.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Imprensa diária; Miramar Ship Index.

(continua)
Rui Amaro

terça-feira, 21 de setembro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 94

OS VAPORES INGLESES “BUSIRIS” e “ARGO” DEMANDARAM PELA PRIMEIRA VEZ A BARRA DO DOURO



A 06/04/1932, pelas 08h00, entrou a barra do Douro pela, primeira vez, o vapor Inglês BUSIRIS, que veio servir a carreira entre o porto de Glasgow e os portos de Cádis, Lisboa e Douro/Leixões, vindo consignado à firma Wall & Westray Co. Ltd. Aquele vapor, que vem substituir o PROCRIS do mesmo armador, foi conduzido pelo piloto João António da Fonseca, que o amarrou no lugar do Jones, na margem de Gaia..

A 19/04/1932, pelas 13h50, demandou a barra do Douro o vapor Inglês ARGO, que veio substituir, provisoriamente o ESTRELLANO na linha Hull, Lisboa e Douro/Leixões. Entrou em 18 pés de calado e a manobra de entrada foi dirigida pelo piloto Júlio Pinto de Almeida, que o foi amarrar no lugar dos Vanzelleres, também na margem de Gaia. A firma Wall & Westray Co. Ltd era o seu agente consignatário.

BUSIRIS – 71m/ 943tb/ 11 nós; 09/1929 entregue pelo estaleiro Ailsa Shipbuilding Co.. Ltd., Troon, ao armador J. & P. Hutchinson Co., Ltd., Glasgow; 1948 KYLEGLEN, Monroe Bros, Cardiff; 22/05/1958 arrived Dublin for breaking up.

ARGO – 72m/ 1.102tb/ 10,5 nós; 1898 entregue pelo estaleiro Caledon Shipbuilding & Eng. Co., Ltd., Dundee,á Wilson Line, Hull, para o seu serviço de carga e passageiros com os portos Bálticos, para que acomodava 176 passageiros; 28/12/1932 chegava a Grimsby para ser demolido pelos sucateiros Gt. Grimsby Marine Scrap., Ltd.

Fonte: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index; Photoship Co., Uk. (imagem de autor desconhecido).
(continua)

Rui Amaro

sábado, 11 de setembro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 93

VÁRIOS NAVIOS SOFRERAM INCIDENTES Á ENTRADA DA BARRA DO DOURO E A MONTANTE


A 01/04/1932, pelas 11h20, o Norueguês NESTFOS, piloto Delfim Duarte, diante da Forcada guinou às pedras e largou o ferro de estibordo, tendo recuperado a amarra, seguiu rio acima mas ao passar junto das Lobeiras de Gaia desgovernou para bombordo e lança o ferro de estibordo, não conseguindo evitar que o seu bojo vá a roçar sobre o banco de areia da Porta Nova, acabando por não encalhar e vai dar fundo no lugar do Terreiro. Segue-se às 12h00, o Alemão LISBOA, piloto Mário Francisco da Madalena, entra a reboque do TRITÃO, frente ao Touro desgovernou para bombordo e lança o ferro de estibordo. Suspende a amarra e prossegue para o seu ancoradouro a Oeste da Cábrea.

A 02, cerca das 11h30, o Norueguês LYNGSTAD, piloto José Fernandes Tato, auxiliado pelo rebocador VOUGA 1º, vai sobre a restinga do Cabedelo, deixa cair o ferro de bombordo e máquina força toda à ré, safa-se da areia e segue o seu destino, indo amarrar no lugar do Jones.

A 03, pelas 13h10, o SILLARO, piloto Carlos de Sousa Lopes, rebocado pelo MARS 2º, dá forte guinada às pedras do cais do Touro, larga o ferro de estibordo mas ao suspendê-lo a amarra partiu-se e perde-se, seguindo para montante até ao lugar dos Vanzelleres e logo a seguir, às 13h15 é a vez do Português ALFERRAREDE, piloto Bento da Costa, vai sobre as pedras da Ponta do Dente sujeito a encalhar ou a ficar preso nas amarras da bóia, contudo consegue desviar-se com alguma dificuldade. Entretanto, ao passar junto da pedra do Touro, devido a mais um estoque de água, guina às pedras e é obrigado a lançar o ferro de estibordo. Manobra ao canal virando a amarra e ruma para montante até à amarração no lugar do cais do Monchique. Os restantes vapores passaram a barra sem qualquer percalço.

NESTFOS:

LYNGSTAD: 1928-1934/ 72m/ 1.002tb

SILLARO, 1925-1933/ 77m/ 1.129tb

LISBOA: 1911-1943/ 90m/ 1.799tb

ALFERRAREDE: 1027-1961/ 74m/ 1.452tb

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Miramar Ship Index.

(continua)

Rui Amaro

domingo, 5 de setembro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 92


O VAPOR “RABAT” SOFRE ACIDENTE À SAIDA DA BARRA E BLOQUEIA O CANAL DE NAVEGAÇÃO





A 31/03/1932, pelas 10h15, quando o vapor Alemão RABAT, 91m/ 2.719tb, se preparava para deixar a barra do Douro, ao passar a Norte da pedra submersa denominada Jomboi, bateu no fundo pela amura de bombordo, obrigando o vapor a desgovernar, perigosamente para estibordo. O piloto Francisco Piedade mandou largar o ferro de bombordo para aguentar a guinada e máquina toda força à ré. Essa manobra não evitou que, aquela moderna e excelente unidade da marinha mercante Germânica, deixasse de embater no enrocamento entre a pedra da Gamela e o cais da Meia Laranja, ficando preso pela proa.

Uma vez, safo das pedras e dada as suas dimensões, bem como o seu calado de água de 17 pés, tentou desandar a proa, sendo desviado pela corrente do rio, que o fez atravessar-se por completo no canal, acabando por ficar encalhado de popa na ponta do Cabedelo e com a proa nas pedras a Oeste do cais da Meia Laranja. Note-se, que o Cabedelo encontrava-se, naquela ocasião, um pouco espraiado a Norte e como tal criava alguma dificuldade a uma boa navegação.

Dado o alarme, imediatamente compareceu o rebocador NEIVA, e também vieram as lanchas dos pilotos da barra, das quais a P4 conduzida pelo cabo-piloto Alexandre Cardoso Meireles, que levava a bordo os pilotos António Gonçalves dos Reis e José Fernandes Amaro Júnior. Mais tarde, vinda de Leixões, chegou a lancha P1. Essas lanchas trataram de passar cabos de arame da popa e da proa para o cais. Entretanto compareceram, além do salva-vidas da Afurada, os rebocadores MARS 2º, AGUILA, DEODATO e TRITÃO.

Por ordem do piloto-mor Francisco Rodrigues Brandão, que coordenava as operações de desencalhe, foi para bordo do RABAT o piloto José Fernandes Amaro Júnior, a fim de auxiliar o seu colega Francisco Piedade e para bordo do TRITÃO foram os pilotos Joaquim Matias Alves e Francisco Soares de Melo para dirigirem as manobras de reboque.

Às 11h35 o TRITÃO pegando à popa, começou a puxar fazendo-a mover-se um pouco mas não o conseguindo desencalhar do barranco de areia, teve que se esperar pela próxima preia-mar, continuando o vapor a bloquear a barra. Chegada a preia-mar da tarde, a popa começou a mover-se para Oeste. Largou-se a amarreta do rebocador e virou-se o ferro, ficando o RABAT de proa a Leste. Deixou-se os cabos de arame por mão e com a máquina a trabalhar devagar avante o vapor endireitou ao canal, seguindo rio acima indo amarrar no lugar do Cavaco.

O RABAT, que sofreu pequenos rombos à proa e a meia-nau, pertencia aos armadores OPDR, Hamburgo, tinha entrado a barra no dia 25, procedente de Hamburgo e Roterdão com carga diversa e oito passageiros e destinava-se às Ilhas Canárias via Lisboa, para onde zarpou mais tarde. Esse vapor, que foi lançado ao mar em 1929 pelo estaleiro Deutsche Werft, Hamburgo, encontra-se ainda afundado no porto Norueguês de Bodo, a uma profundidade de 40m, desde 04/10/1943, devido a ter sido atingido por um ataque de uma esquadrilha da Royal Air Force.

Antes do acidente do RABAT, que ficara atravessado ao rio, já tinham deixado a barra do Douro os seguintes vapores: Noruegueses SICILIA, piloto Hermínio Gonçalves dos Reis; DOURO, piloto Eurico Pereira Franco; Ingleses SELLINGE, piloto Joaquim Matias Alves; TEECO, piloto Francisco Soares de Melo; Holandês EUTERPE, piloto Joel da Cunha Monteiro; Estoniano KODUMAA, piloto Aires Pereira Franco e o vapor de pesca Português MACHADO, piloto António Duarte. Fora da barra aguardavam entrada, tendo ficado impossibilitados de o fazer, os vapores Noruegueses BREYDABLIK, LYNGSTAD e NESTFOS; Italianos EUDORA e SILLARO; Alemães KEPLER e LISBOA; Portugueses VILA FRANCA e ALFERRAREDE; Inglês BELTINGE e o Dinamarquês ROBERT MAERSK, os quais passaram a demandar a barra nos três dias seguintes, com alguma dificuldade, conforme se relata no episódio seguinte.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Oldenburg Portugiesische Dampfschiffs Rhederei – Reinhart Schmelzkopf, Imagens da imprensa diária.

(continua)

Rui Amaro