domingo, 3 de janeiro de 2010

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 34



O VAPOR NORUEGUÊS “REGAL” SOFRE UM INCIDENTE NA BARRA




A 23.01.1930, pelas 08h00, vindo a entrar a barra do Douro o vapor carvoeiro Norueguês REGAL, ao alcançar o lugar da Forcada guinou a bombordo e em face da situação o piloto Eurico Pereira Franco mandou largar o ferro de estibordo para aguentar a forte estocada, devido a águas da serra e ronhentas, além do mau leme do vapor.

Após ter endireitado ao canal, virou o ferro e seguiu rio acima até dar fundo no lugar do cais do Cavaco a dois ferros, cabos para terra e ancorote dos pilotos pela popa para Noroeste sem mais percalços. Aquele vapor procedia do porto Gaulês de Newport com um carregamento completo de carvão.

REGAL – 70m/893tb; 02.1904 entregue por Akers Mekaniske Verksteder A/S, Christiania, como ALA a C. J. Sandberg, Christiania; 1911 REGAL, A. O. Lindvig, Christiania; 1934 NADOD, Eidgo A/S - S. I. Hansen. Tvedstrand; 10.03.1936 naufragou por colisão no Humber.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Miramar Ship Index, Lloyds Register.

(Continua)

Rui Amaro

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 33



VAPOR ALEMÃO “BELLONA” (2)


O BELLONA em Trondheim /(c) Hundert Jahre “Neptun” 1873/1973 – H.J. Abert/.


A 22.01.1930, pelas 08h00, entrou a barra do Douro, na sua primeira escala, o vapor Alemão BELLONA procedente de Bremen e Anvers com carga diversa. Aquele vapor, de linhas elegantes, vinha consignado aos agentes W. Stuve & Cia., Lda. O piloto Francisco Piedade foi amarrá-lo a dois ferros, cabos estabelecidos para terra e ancorote dos pilotos pela popa no lugar do Guindaste Eléctrico, Massarelos.

BELLONA (2) – 76m/1.297tb, 06/1929 entregue pelo estaleiro Atlas Werke AG, Bremen, ao armador DG Neptun, Bremen; 1941 BELLONA, Kriegsmarine; 18/04/1942 em rota para Tobruk, Libia, a 50 milhas do Cabo Colonna foi torpedeado e afundado pelo submarino HMS TORBAY.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior; Hundert Jahre “Neptun” 1873/1973 – H.J. Abert.

(continua)

Rui Amaro

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SUBSIDIOS PARA A HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES – Episódio 32


NA SUA VIAGEM INAUGUARAL O VAPOR ALEMÃO “RABAT” SOFRE UM INCIDENTE Á ENTRADA DA BARRA DO DOURO




A 21/01/1930, pelas 17h30, demandou a barra do Douro, na sua viagem inaugural, o vapor Alemão RABAT, 91m/2.719tb, nova e excelente unidade do armador OPDR (Companhia Oldenburg Portuguesa), Hamburgo, de cujo porto procedia com carga diversa.

Pouco tempo após a passagem pela bóia da barra e já diante do cais Velho, apesar do seu bom governo e máquina, sofreu uma estocada das águas de cima, que o obrigou a ir de guinada para bombordo, pelo que o piloto Eurico Pereira Franco, imediatamente ordenou leme a estibordo e mais força na máquina, a fim de ganhar governo e não obedecendo à manobra, mandou largar o ferro de estibordo e máquina toda força à ré. Passado o perigo, virou o ferro e seguiu rio acima, sem mais percalços, até dar fundo no lugar de Oeste da Cábrea, a dois ferros com ancorote dos pilotos pela popa e cabos passados para terra. O “RABAT” vinha agenciado à firma Burmester & Cia. Lda.

O RABAT e o CEUTA, seu gémeo, foram empregues no tráfego de Hamburgo, Bremen, Roterdão e Anvers para Portugal, Espanha, Marrocos e Canárias.

Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Oldenburg Portugiesische Dampfschiffs Rhederei – Reinhart Schmelzkopf e Miramar Ship Index.

Foto de autor desconhecido.

(Continua)

Rui Amaro